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“Se o Novo Banco for para o mercado ficarei muito entusiasmado”

O CEO do BCP recusa comentar eventual compra do Novo Banco e garante que se o concorrente dispersar capital em bolsa o BCP não perderá valor.

Miguel Maya, CEO do BCP, fez questão de sublinhar aos analistas que a rendibilidade do banco já excede o custo de capital.
Rodrigo Antunes/Lusa
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O presidente executivo do BCP volta mais uma vez a garantir que o plano do banco é crescer de forma orgânica, não estando numa corrida pelo Novo Banco. Mas na apresentação de resultados do Millennium, e questionado perante o cenário de deixar de ser o único banco cotado em bolsa, Miguel Maya rejeitou que esse caminho possa retirar valor ao BCP.


"Se o Novo Banco for para o mercado, ficarei muito entusiasmado. Estamos sozinhos no mercado e ficaremos acompanhados", afirmou o CEO, mostrando que a avaliação do concorrente – que poderá atingir 5 mil milhões de euros – não o assusta. "Se vale esse valor fico ainda mais entusiasmado sobre o que pode valer o BCP", ironizou.

Depois de um longo período de evolução modesta no PSI, as ações do BCP valorizaram a pique no último ano. Em janeiro ultrapassaram a fasquia dos 50 cêntimos por ação, atingindo um patamar onde não chegavam desde maio de 2016. Nesta quarta feita fecharam nos 0,5852 euros, valor que coloca a capitalização bolsista nos 8,8 mil milhões de euros.


Maya rejeitou mais uma vez comentar o cenário de uma eventual compra: "Acompanhamos as notícias mas não temos nada a acrescentar", afirmou, reiterando que "o plano do BCP é por via de crescimento orgânico" e voltando a admitir que "de cada vez que há uma operação no mercado é nossa obrigação analisar".

Questionado sobre os avisos do governador do Banco de Portugal, que fala em possíveis riscos sistémicos numa venda direta, Miguel Maya afirmou que "a visão do governador é mais completa e estará suportada em dados que não são do nosso conhecimento".

O CEO do BCP alinhou com Mário Centeno na opinião que uma venda a um concorrente já presente em Portugal levanta questões de concorrência. "É mandatório. Não me passaria pela cabeça que não haja uma avaliação" nesse sentido, afirmou, escusando-se a comentários adicionais.

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