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Candidatos à compra da CGD no Brasil avançam para apresentação de propostas vinculativas
O governo já selecionou o grupo de investidores que passam à próxima fase no processo de venda das operações da CGD no Brasil.
Já está selecionado o grupo de potenciais compradores das operações da Caixa Geral de Depósitos no Brasil, que vão avançar agora para a fase de apresentação das propostas vinculativas.
A resolução que seleciona os investidores que passam a esta fase do processo foi aprovada esta quinta-feira, 22 de agosto, em Conselho de Ministros, e constitui mais um passo decisivo para a alienação do BCG Brasil, que foi contrapartida do plano de recapitalização do banco público.
"Foi aprovada a resolução que seleciona os potenciais investidores admitidos a participar na fase subsequente do processo de alienação das ações detidas direta ou indiretamente pela Caixa Geral de Depósitos no capital social do Banco Caixa Geral – Brasil", lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.
O comunicado acrescenta que "os investidores selecionados serão convidados a desenvolver diligências informativas e a proceder à apresentação de propostas vinculativas de aquisição das ações".
Este novo passo no processo de alienação acontece depois de, no início deste mês, o Governo ter aprovado as condições para a venda do BCG Brasil, um dos negócios que o banco público está obrigado a deixar pelo acordo fechado com Bruxelas para a recapitalização.
No início deste ano, o banco já havia adiantado que esperava celebrar o contrato de compra e venda do BCG Brasil ainda em 2019, depois de terem dado início aos contactos com investidores no final de 2018.
A redução da operação da CGD fora de Portugal ficou definida em 2017 com a Comissão Europeia, como contrapartida da recapitalização do banco público. Em novembro foi aprovada a venda do Banco Caixa Geral, em Espanha, ao Abanca, e do sul-africano Mercantile Bank ao Capitec Bank Limited.
O processo estava mais atrasado no Brasil devido ao período de instabilidade política que afetou o país durante o exercício de 2018, como explicou o banco no relatório de contas.