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Inflação alemã abranda mais do que o estimado e dá força a corte dos juros pelo BCE

O índice de preços no consumidor da maior economia europeia cresceu 2,3% em março, uma décima abaixo do esperado pelos economistas.

DR
31 de Março de 2025 às 14:18
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A inflação na Alemanha abrandou para 2,3% em março em termos homólogos, menos três décimas do que o registado em fevereiro e abaixo dos 2,4% esperado pelos economistas, segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo gabinete nacional de estatística germânico.

O abrandamento superior ao previsto na Alemanha junta-se às desacelerações também acima do esperado noutras das duas maiores economias europeias: França e Espanha.em Itália, os dados hoje divulgados revelaram uma subida superior ao estimado.

Esta terça-feira será conhecida a primeira estimativa para a inflação na Zona Euro em março, com os analistas a anteciparem uma descida de uma décima face a fevereiro, para os 2,2%, ficando já próximo da meta de médio prazo do Banco Central Europeu (BCE).

Os dados apoiam uma decisão do banco central liderado por Christine Lagarde para uma nova descida nas taxas de juro em abril, contudo a grande incerteza sobre o impacto das tarifas às importações de produtos europeus por parte dos EUA deixam os decisores da política monetária europeia mais cautelosos.

"A surpreendentemente grande descida na inflação alemã provavelmente reflete uma menor pressão quer nos custos da energia quer nos preços "core" - que excluem a energia e os alimentos - e podem ser boas notícias para os decisores do BCE. Esperamos que a tendência de desinflação prossiga nos próximos meses e que o índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) médio este ano seja pouco acima dos 2%", referiu à Bloomberg o economista Martin Ademmer.

Os investidores veem uma probabilidade de 85% de um novo corte nos juros em abril e já antecipam dois cortes este ano, sendo a probabilidade de uma terceira redução de 50%.

Os economistas do Goldman Sachs apontaram que o fraco crescimento económico reforça a sua expectativa de que o BCE reduza as taxas de juro em abril e junho e eventualmente também em julho. A confirmar-se o cenário de três cortes, as taxas de depósitos baixariam este ano dos atuais 2,5% para 1,75%.

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