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Taxa de poupança dos portugueses em máximos de duas décadas

A proporção do que as famílias puseram de lado no ano passado voltou a subir face a 2023, superando a fase da pandemia de covid-19. Valor é o mais elevado desde 2003.

A fuga dos depósitos acelerou no primeiro trimestre do ano, no qual a procura pelos certificados de aforro atingiu recordes. O agravamento da prestação da casa foi outra razão.
Thierry Roge/Reuters
26 de Março de 2025 às 11:35
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Os portugueses pouparam mais no final do ano passado, elevando a proporção do que colocam de lado para 12,2% do rendimento disponível, mostram os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Este indicador, explica o INE, "mede a parte do rendimento disponível que não é utilizado em consumo final, sendo calculada através do rácio entre a poupança bruta e o rendimento disponível".

De acordo com os dados agora apurado, "a taxa de poupança das famílias atingiu 12,2%, mais 1,1 p.p. que no trimestre anterior", revela a autoridade estatística nacional, explicando que "este desempenho foi consequência do aumento de 3,1% do rendimento disponível (2,2% no trimestre anterior), superior ao crescimento de 1,9% do consumo privado." Para o conjunto do ano, nas contas anuais preliminares, o valor atinge os 12,2%, face aos 8,3% de 2023.

O INE lembra, no entanto, que os dados são apresentados em termos nominais o que "no caso do consumo privado, significa que a sua evolução é também influenciada pelo crescimento dos preços", indicando que "em termos reais, o consumo privado aumentou 1,2% no ano acabado no 4.º trimestre de 2024."

Os dados agora conhecidos, superam as previsões, nomeadamente do Banco de Portugal, que apontava para uma taxa de 11,5%. 

(Notícia atualizada às 13:45)

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