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Presidente do Santander apela a "mudança cultural na filosofia reguladora" da UE

Ana Botín fez três exigências à UE, incluindo a redução da regulamentação e a revisão das alianças estratégicas do bloco, citando que a ordem mundial dos últimos 80 anos está a chegar ao fim, e "não gradualmente".

Reuters
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A presidente do Banco Santander, Ana Botín, sublinhou esta segunda-feira a necessidade de a Europa "acordar" e tirar partido da mudança estratégica em curso para reduzir o "excesso de regulamentação".

A líder do banco espanhol fez três exigências à União Europeia (UE), incluindo a redução da regulamentação e a revisão das alianças estratégicas para aumentar o financiamento dos desafios que o bloco enfrenta, citando que a ordem mundial dos últimos 80 anos está a chegar ao fim, e "não gradualmente".

Durante a quinta edição do "Wake Up Spain 2025", organizado pelo El Español e pela Invertia, Botín reconheceu que a Europa está atualmente "sobreregulada" e pede uma "mudança cultural na filosofia reguladora" da UE.

Sobre esta proposta, mais concretamente, a banqueira pediu que se considere "a possibilidade de ter uma agência independente que responda perante a Comissão [Europeia] e cujo mandato seja o de recomendar trimestralmente a eliminação ou a redução da regulamentação", segundo o El Español, no sentido de garantir que a regulação é "eficaz" e que existem incentivos positivos.

Já sobre uma revisão - tanto geopolítica como económica - das alianças estratégicas europeias, a presidente do Santander apelou a que se "entre de cabeça" no Mercado Comum do Sul (Mercosul).

As afirmações de Ana Botín surgem dias depois de a presidente do banco espanhol ter pedido às autoridades europeias que permitam que os credores europeus usem "almofadas" de capital para apoiar o crescimento e os investimentos no setor de defesa, avançou a Reuters.

"Construímos almofadas sobre almofadas sobre almofadas. Agora é altura de as utilizar", disse Botín. "Não precisamos de mudar nada estruturalmente, basta deixarem-nos usar as almofadas. Precisamos delas agora".

Os Estados-membros estão a procurar aumentar as despesas com a defesa em pelo menos 800 mil milhões de euros ao longo dos próximos quatro anos, depois de uma mudança na política externa norte-americana, após a eleição de Donald Trump, levantar dúvidas sobre o compromisso de Washington para com os seus aliados europeus.

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