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Instabilidade política na Turquia sobe após prisão preventiva do principal adversário de Erdogan
Ekrem Imamoglu, presidente da câmara de Istambul, deveria ser investido como candidato às presidenciais de 2028, mas foi encarcerado este domingo, no oeste de Istambul, devido a acusações de "corrupção" e "terrorismo".
Quinze milhões de eleitores turcos participaram nas primárias simbólicas organizadas pelo partido CHP, do presidente da Câmara de Istambul, Ekrem Imamoglu, apesar de este ter sido encarcerado preso preventivamente este domingo, anunciaram as autoridades municipais.
O CHP, maior partido da oposição turca, anunciou manifestações diárias até à libertação de Imamoglu, que foi encarcerado por acusações de corrupção que os apoiantes consideram falsas.
A detenção inicial de Imamoglu na passada quarta-feira causou uma derrocada nos mercados turcos, causando a queda acentuada das ações e da lira turca, bem como o disparar das yields das obrigações soberanas.
Este domingo, antevendo nova instabilidade na abertura dos mercados, responsáveis do banco central da Turquia estiveram reunidos com executivos dos principais bancos comerciais. As autoridades proíbiram também o "short selling" das ações e aumentaram os limites de recompras para estabilizar as bolsas.
O presidente da câmara de Istambul, o principal adversário do Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, deveria ser investido como candidato do partido às próximas eleições presidenciais de 2028, mas foi preso este domingo, no oeste de Istambul, devido a acusações de "corrupção" e "terrorismo".
"Dezenas de milhões de pessoas neste país, que estão a sofrer com a opressão do Governo, uma economia arruinada, incompetência e anarquia, acorreram às urnas para dizer a Erdogan que já chega", escreveu Imamoglu, num comunicado divulgado pela autarquia. "As eleições [presidenciais] virão, a nação dará a este Governo uma bofetada inesquecível", prometeu.