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Semana de 4 dias: “A atitude das pessoas mudou e a das chefias também”, diz Rita Fontinha

O que leva uma empresa a aderir ao teste sobre a semana de quatro dias? E o que trava essa decisão noutras empresas? Rita Fontinha explica o que tem aprendido com a investigação que fez e com a co-coordenação do projeto-piloto em Portugal.
Catarina Almeida Pereira 14 de Março de 2023 às 15:30

Perfil
Rita Fontinha, co-coordenadora do projeto da semana de quatro dias

Do estudo no Reino Unido ao teste em Portugal

Licenciada em psicologia, doutorada pelas universidades de Lisboa e Leuven (Bélgica), Rita Fontinha trabalhou em recursos humanos antes de se tornar investigadora a tempo inteiro. É professora associada na Henley Business School da Universidade de Reading, onde tem investigado sobre trabalho flexível. Antes de ter começado a coordenar, com Pedro Gomes, o projeto-piloto do Governo sobre os quatro dias, investigou o tema no Reino Unido, por inquérito a 2.000 pessoas e 500 empresas, umas com quatro dias (20%), outras com cinco. Constatou que os quatro dias sem redução de salário tendem a chegar mais a homens, já que muitas mulheres tinham pedido tempo parcial com corte de salário. "A semana de quatro dias [para todos] tem como compromisso de base reduzir as desigualdades. Neste momento em que depende da iniciativa das empresas isto apenas reflete as desigualdades que já existem", conclui.

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