Notícia
Excedente externo por um fio: restam cinco milhões de euros
Com 11 meses de 2020 contabilizados, o saldo externo da economia portuguesa estava em terreno positivo, mas por pouco. Só o número de dezembro vai decidir se o país se segura à tona de água ou se regressa aos défices pré-troika.
A economia portuguesa conseguiu segurar o excedente externo no período de janeiro a novembro, mas por muito pouco. Nos 11 meses apurados do ano passado, o saldo das balanças corrente e de capital ficou positivo, em cinco milhões de euros, revela o Banco de Portugal, esta quarta-feira. Só em dezembro ficará claro se o país consegue evitar regressar aos défices do pré-troika.
"Até novembro de 2020, o saldo conjunto da balança corrente e de capital situou-se próximo do equilíbrio, tendo registado um pequeno excedente de 5 milhões de euros, o que compara com o excedente de 1.783 milhões de euros em igual período de 2019", lê-se na nota de informação estatística publicada esta manhã.
O número de novembro significa, ainda assim, uma recuperação face aos meses anteriores, quando o país chegou a registar défices intra-anuais. Mas há uma sazonalidade grande nos pagamentos – geralmente o ano arranca em défice, mas no segundo semestre recupera – pelo que há que esperar pelos últimos meses do ano para tirar conclusões mais definitivas. Desde 2012 que Portugal consegue registar excedentes externos anuais.
Os dados do Banco de Portugal mostram que as balanças de serviços, rendimento secundário e de capital foram positivas, mas estes excedentes foram praticamente anulados pelos défices registados na balança de bens e de rendimento primário.
Défice de bens com cinco mil milhões a menos, mas balança comercial piora
Com a forte quebra económica provocada pela pandemia, tanto as exportações como as importações caíram a pique. As vendas ao exterior recuaram 20,9% e as compras encolheram 16,8%.
Mas o impacto na balança de bens foi diferente do verificado na de serviços. Enquanto nos bens o défice comercial baixou cinco mil milhões de euros entre janeiro e novembro, quando comparado com o mesmo período de 2019, o excedente da balança de serviços reduziu-se em 8.727 milhões de euros, mais do que anulando o efeito verificado nos bens.
O Banco de Portugal explica que a degradação da balança de serviços "foi maioritariamente justificada pelo decréscimo acentuado do saldo da rubrica viagens e turismo, de 7.610 milhões de euros".
Feitas as contas, a balança comercial, que soma as balanças de bens com a de serviços, degradou-se, tendo passado de um défice de 2.333 milhões de euros, para quase o dobro: 5.038 milhões de euros.
"Até novembro de 2020, o saldo conjunto da balança corrente e de capital situou-se próximo do equilíbrio, tendo registado um pequeno excedente de 5 milhões de euros, o que compara com o excedente de 1.783 milhões de euros em igual período de 2019", lê-se na nota de informação estatística publicada esta manhã.
Os dados do Banco de Portugal mostram que as balanças de serviços, rendimento secundário e de capital foram positivas, mas estes excedentes foram praticamente anulados pelos défices registados na balança de bens e de rendimento primário.
Défice de bens com cinco mil milhões a menos, mas balança comercial piora
Com a forte quebra económica provocada pela pandemia, tanto as exportações como as importações caíram a pique. As vendas ao exterior recuaram 20,9% e as compras encolheram 16,8%.
Mas o impacto na balança de bens foi diferente do verificado na de serviços. Enquanto nos bens o défice comercial baixou cinco mil milhões de euros entre janeiro e novembro, quando comparado com o mesmo período de 2019, o excedente da balança de serviços reduziu-se em 8.727 milhões de euros, mais do que anulando o efeito verificado nos bens.
O Banco de Portugal explica que a degradação da balança de serviços "foi maioritariamente justificada pelo decréscimo acentuado do saldo da rubrica viagens e turismo, de 7.610 milhões de euros".
Feitas as contas, a balança comercial, que soma as balanças de bens com a de serviços, degradou-se, tendo passado de um défice de 2.333 milhões de euros, para quase o dobro: 5.038 milhões de euros.