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Ao minutoAtualizado há 50 min11h40

Euribor a três meses cai para novo mínimo de mais um ano e fica abaixo de 2,5%

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados desta quarta-feira.

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há 50 min.11h39

Euribor a três meses cai para novo mínimo de mais um ano e fica abaixo de 2,5%

As taxas Euribor desceram hoje a três, a seis e a 12 meses, no prazo mais curto para um novo mínimo desde 01 de fevereiro de 2023, e ficaram abaixo de 2,5% nos três prazos.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que desceu para 2,499%, abaixo de 2,5% pela primeira vez em mais de um ano, manteve-se acima da taxa a seis meses (2,389%) e da taxa a 12 meses (2,400%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje pela sexta sessão consecutiva para um novo mínimo de mais de dois anos.

A Euribor a seis meses desceu para 2,389%, menos 0,018 pontos do que na terça-feira e um novo mínimo desde 25 de novembro de 2022.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 37,64% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 32,69% e 25,6%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também baixou hoje, para 2,400%, menos 0,017 pontos.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses recuou hoje, ao ser fixada em 2,499%, um mínimo desde 01 de fevereiro de 2023 e menos 0,031 pontos que na terça-feira.

A taxa Euribor a três meses entra no cálculo da taxa base dos Certificados de Aforro, que é determinada mensalmente no antepenúltimo dia útil de cada mês, para vigorar durante o mês seguinte, e que não pode ser superior a 2,50% nem inferior a 0%.

A taxa de juro bruta para novas subscrições de Certificados de Aforro, Série F, foi fixada em 2,500% em janeiro de 2025.

Em termos mensais, a média da Euribor em janeiro voltou a descer a três e a seis meses, mas subiu a 12 meses, pela primeira vez depois de nove meses a cair.

Enquanto a média da Euribor a 12 meses subiu 0,089 pontos para 2,525% em janeiro, as médias a três e a seis meses continuaram a cair, designadamente, para 2,704%, menos 0,121 pontos percentuais do que em dezembro, e para 2,614%, menos 0,018 pontos.

Na reunião de política monetária de 30 de janeiro e como antecipado pelos mercados, o BCE baixou de novo, pela quarta reunião consecutiva, a principal taxa diretora em 25 pontos base.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 05 e 06 de março em Frankfurt.

11h02

Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro aliviam em toda a linha esta quarta-feira, num dia em que os principais índices do Velho Continente registam ganhos.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviam a esta hora 2,9 pontos base, para 2,937%, enquanto em Espanha a "yield" da dívida com o mesmo vencimento cai 3,3 pontos, para 3,052%.
 
Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa decresce 3,1 pontos base para 3,162%. Já os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, aliviam 1,8 pontos, para 2,437%.
 
Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, caem 1,5 pontos base para 4,492%.

11h02

Europa em alta com bons resultados das cotadas. Stoxx 600 atinge máximos

Os principais índices europeus negoceiam esta quarta-feira em alta. Os bons resultados apresentados pelas empresas do Velho Continente continuam a dar ímpeto e parecem afastar, por agora, preocupações quanto às tarifas anunciadas pela Administração norte-americana, com o índice de referência europeu a negociar a esta hora em torno de máximos históricos.

O índice Stoxx 600 - de referência para a Europa – avança 0,79%, para os 558,59 pontos.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 1,33%, o francês CAC-40 ganha 1,10%, o britânico FTSE 100 avança 0,63%, o espanhol IBEX 35 valoriza 0,87%, o italiano FTSEMIB pula 0,85% e o holandês AEX regista uma subida de 0,24%.

A maioria das cotadas na Europa, 75%, já apresentaram resultados, tendo 18% das empresas registado lucros acima das expectativas dos analistas, de acordo com a Bloomberg, que cita dados do Morgan Stanley.

Entre os setores, o da construção regista maiores ganhos, ao subir 1,88%, seguido dos bens e serviços que sobem mais de 1,50%. Por outro lado, o setor dos media perde cerca de 1%. Também as telecomunicações recuam e cedem a esta hora 0,89%.

Quanto aos movimentos de mercado, a Anheuser-Busch InBev, a maior fabricante de cerveja do mundo, valoriza mais de 6% graças a uma melhoria dos lucros e a sinais de recuperação das vendas nos Estados Unidos (EUA). Também a Jacobs Douwe Egberts, multinacional holandesa de café e chá, sobe quase 5%, impulsionada pelo aumento dos preços do café.

As atenções dos investidores viram-se agora para os resultados da gigante norte-americana Nvidia, que irá apresentar contas após o fecho da sessão dos principais índices norte-americanos. Os resultados da gigante tecnológica prometem mexer com os mercados, já que a Nvidia é um dos barómetros mais observados no que toca ao desenvolvimento da inteligência artificial.

10h11

Dólar valoriza com mais tarifas no horizonte

O dólar regista ganhos esta terça-feira, depois de ter caído para o seu valor mais baixo em cerca de onze semanas, impulsionado pela subida das "yields" dos EUA, com dados económicos fracos e incerteza em torno da implementação de tarifas a centrar atenções do lado de lá do Atlântico.

O Índice de dólar da Bloomberg – que mede a força da "nota verde" face às principais rivais – sobe a esta hora 0,14% para os 106,459 pontos.

Face à divisa nipónica, o dólar valoriza 0,23% para os 149,370 ienes.

Por cá, o otimismo em relação ao aumento das despesas na Alemanha tem apoiado a moeda única, mas o líder dos conservadores e vencedor das eleições, Friedrich Merz, excluiu esta terça-feira uma reforma rápida dos limites de endividamento do Estado, conhecido como "travão da dívida".

O euro cai a esta hora 0,14% para os 1,049 dólares. Já a libra tropeça 0,11% para os 1,265 dólares. 

09h37

Incerteza geopolítica continua a dar brilho ao ouro

Após ter registado descidas esta manhã, o ouro segue a negociar a esta hora com ligeiros ganhos, numa altura em que aumenta a procura por ativos-refúgio - os "traders" acompanham os desenvolvimentos em torno das tarifas anunciadas pelo Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que poderão desencadear guerras comerciais e alimentar a inflação. 

O metal amarelo segue a valorizar 0,04%, para os 2.916,230 dólares por onça.

Esta terça-feira, Trump abriu mais uma frente de batalha no que toca comércio global, ordenando uma investigação sobre potenciais novas tarifas sobre as importações de cobre dos EUA.

Os receios de que as taxas alfandegárias da Administração norte-americana possam desencadear uma guerra comercial global têm dado ímpeto ao metal amarelo, que já valorizou cerca de 11% este ano.

O foco está agora na divulgação, prevista para esta sexta-feira, do relatório de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA, o medidor de inflação preferido da Reserva Federal (Fed) norte-americana, para obter informações sobre o caminho de redução das taxas diretoras no país. A inflação elevada pode forçar a Fed a manter as taxas de juro mais altas, diminuindo assim a atratividade do ouro, que não rende juros.

"Se os números confirmarem o receio subjacente de que a inflação esteja a subir novamente, as expectativas de redução das taxas da Reserva Federal poderão ser ainda mais refreadas", disse à Reuters Tim Waterer, da KCM Trade. 

09h24

Petróleo sem tendência definida com olhos postos nos "stocks" dos EUA

Os preços do petróleo negoceiam sem tendência definida esta quarta-feira, depois de terem atingido mínimos de cerca de dois meses na sessão anterior. A oscilação do crude a esta hora prende-se com dados relativos aos "stocks" de "ouro negro" nos Estados Unidos (EUA) que, de acordo com um grupo ligado à indústria e citado pela Reuters, terão recuado na semana passada. Por outro lado, um possível acordo de cessar-fogo entre a Ucrânia e a Rússia poderá levar a uma maior oferta nos mercados internacionais.

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – cai 0,03% para os 68,91 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,07% para os 72,97 dólares por barril.

As reservas de petróleo bruto dos EUA terão caído em cerca de 640 mil barris na semana terminada a 21 de fevereiro, de acordo com o Instituto Americano do Petróleo. Os dados oficiais da Administração da Informação sobre Energia dos EUA (EIA) serão divulgados esta tarde.

"Se [os dados forem confirmados] pela EIA ainda hoje, este marcará o primeiro declínio nos 'stocks’ de petróleo bruto dos EUA desde meados de janeiro", disseram estrategistas de commodities do ING numa nota citada pela Reuters.

Do lado da oferta, as perspetivas de um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia estão no centro das atenções, enquanto as potenciais implicações de um acordo sobre a exploração conjunta de minerais e outros recursos, incluindo o petróleo, entre os EUA e a Ucrânia também são seguidos de perto. Um possível acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia poderá vir a levantar as sanções impostas a Moscovo e aumentar a oferta de crude no mercado.

07h48

Hang Seng fecha em máximos de 3 anos. Investidores viram foco para a Nvidia

Esta quarta-feira, os futuros europeus apontam para uma abertura em alta num dia em que os investidores estarão atentos aos resultados da gigante tecnológica Nvidia, após o fecho dos mercados do lado de lá do Atlântico. Na Ásia, o índice chinês Hang Seng fechou em máximos de cerca de três anos.

Os índices de Hong Kong subiram, prolongando uma recuperação que começou no mês passado, impulsionada pela convicção de que os avanços tecnológicos na China podem ajudar a reanimar a economia do país. O índice Hang Seng de Hong Kong fechou no verde, com ganhos de 3,65%. Também o Shanghai Composite registou uma subida de mais de 1%.

Os índices de Hong Kong foram o ativo de destaque nas negociações asiáticas, depois de a DeepSeek ter reaberto o acesso ao seu interface de programação principal após uma suspensão de quase três semanas, retomando um serviço fundamental para uma adoção mais ampla de um modelo de inteligência artificial que se provou notavelmente popular desde o seu aparecimento no mês passado.

No Japão, o Nikkei fechou a sessão a perder 0,25%. Também o Topix não escapou às perdas e encerrou com uma desvalorização de 0,30%.

A resiliência das tecnológicas será testada quando a Nvidia apresentar os seus resultados após o fecho dos principais índices norte-americanos.

"Os números da Nvidia podem muito bem ser um evento decisivo para o mercado, pelo menos a curto prazo", disse à Bloomberg Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade em Sydney. O especialista acrescentou que "o que poderia realmente impulsionar o sentimento de uma forma ou de outra poderia resumir-se a saber se as perspetivas da empresa permanecem tão otimistas como antes."

A centrar atenções no Velho Continente estão ainda notícias de que a Ucrânia chegou a acordo com os EUA para a exploração dos seus recursos naturais, uma medida que poderá aliviar a recente tensão entre Trump e a Ucrânia e fazer avançar o objetivo da sua Administração de um cessar-fogo com a Rússia.

A França espera que os EUA forneçam apoio às tropas europeias para ajudar a manter a paz na Ucrânia assim que um cessar-fogo for acordado entre a Ucrânia e a Rússia.

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