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PSI-20 cai quase 1% pressionado por BCP e EDP
A bolsa nacional encerrou a sessão em queda, penalizada maioritariamente pelo BCP e pela EDP. Na Europa a tendência foi indefinida, com os mercados a negociar na incerteza após as declarações de Merkel sobre as "eurobonds".
24 de Novembro de 2011 às 16:43
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Na Europa a tónica foi indefinida, com os índices do Velho Continente a espelharem os receios em torno das declarações de Merkel sobre as “eurobonds”. A chanceler alemã reiterou hoje a sua posição contra a emissão conjunta de dívida pública, as eurobonds.
“Os comentários de Merkel não sugerem uma maior integração”, disse David Watt, estratega cambial do Royal Bank of Canada, à Bloomberg. “Parece que Merkel está a sugerir que entre escolher o caminho menos difícil e o caminho mais traiçoeiro, é melhor escolher-se o último”, acrescentou o estratega.
A Fitch cortou hoje o “rating” de Portugal em um nível, colocando-o num patamar considerado “lixo”. As perspectivas continuam a ser “negativas”.
A agência de notação financeira decidiu colocar a notação financeira do País em “BB+” de “BBB-”. Uma descida de um nível, mas que coloca o “rating” de Portugal num patamar considerado de “lixo”, ou seja, de investimento especulativo.
Por cá, o BCP e a EDP foram as cotadas que mais penalizaram o índice nacional. O banco liderado por Carlos Santos Ferreira perdeu 9,42% para 0,125 euros, e a energética deslizou 1,34% para 2,21 euros.
Segue-se o BES, que recuou 3,70% para 1,146 euros. O banco liderado por Ricardo Salgado atingiu hoje um novo mínimo histórico, ao tocar os 1,133 euros. O restante sector da banca foi também marcado por fortes perdas. O BPI afundou 8% para 0,414 euros. O UBS cortou hoje a sua recomendação de “neutral” para “vender”, reduzindo ao mesmo tempo o preço-alvo de 1,25 euros para 0,25 euros. O Banif cedeu 5,78% para 0,261 euros.
A banca foi o sector que mais perdeu, numa altura em que os investidores receiam que depois do corte do “rating” da República se siga uma descida das notações dos bancos. A banca esteve também a reagir aos cortes de avaliação feitos hoje pelo UBS.
Ainda a pesar do lado das perdas esteve a Sonae, a deslizar 3,47% para 0,445 euros. A cotada atingiu na sessão de hoje um mínimo de Março de 2009 ao tocar os 0,432 euros.
A Cimpor perdeu 0,09% para 4,70 euros, e a Jerónimo Martins depreciou 0,40% para 12,39 euros. A Portugal Telecom caiu 0,40% para 4,472 euros, e também renovou hoje um mínimo de Outubro de 2008 nos 4,472 euros.
A Mota-Engil desvalorizou 0,86% para 1,035 euros, e a Semapa desceu 0,97% para 5,10 euros. A Sonaecom SGPS caiu 3,09% para 1,191 euros, e a REN depreciou 0,72% para 1,933 euros. A Rede Energética Nacional renovou um mínimo histórico ao tocar os 1,90 euros.
A travar maiores quedas do índice nacional esteve a Portucel, a ganhar 3,33% para 1,771 euros, bem como a Brisa, que avançou 2,29% para 2,28 euros. A Galp Energia somou 0,35% para 11,34 euros, e também a petrolífera renovou mínimos de Maio de 2010 ao tocar os 11,275 euros.
A EDP Renováveis ganhou 0,70% para 4,174 euros, e a Zon acelerou 1,01% para 1,90 euros. A Sonae Indústria valorizou 1,92% para 0,53 euros.