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Lisboa pintada de vermelho. Nenhuma cotada ganha no arranque
A EDP Renováveis volta a ser a cotada mais castigada. Lisboa acompanha o sentimento negativo das praças europeias, no dia em que são conhecidas as tarifas recíprocas dos EUA.
A chegada do "Dia da Libertação" - dia do anúncio das tarifas recíprocas globais dos EUA - está a arrastar as bolsas europeias para o vermelho e Lisboa não é exceção: o índice de referência nacional, o PSI, caía 0,45% esta manhã, para 6.919,10 pontos. Nenhuma das 15 cotadas registava ganhos nos primeiros minutos de negociação.
A mais penalizada volta a ser a EDP Renováveis, recuando 1,66% para 7,675 euros. A empresa de energia verde tem vindo a ser castigada desde a eleição de Donald Trump - o Presidente dos EUA tem-se mostrado mais favorável a apoiar combustíveis fósseis do que energias renováveis. Em fevereiro, depois de uma perda de quase 16% em bolsa num só dia, o CEO, Miguel Stilwell disse achar a reação dos mercados "exagerada". A casa-mãe, EDP, também perdia no arranque da negociação, mas a um ritmo mais ligeiro, 0,51% para 3,123 euros.
Ainda no setor da energia, a Galp desvalorizava 0,68% para 16,175 euros, acompanhando os preços do petróleo, que negoceiam no vermelho a esta hora, um dia depois da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) ter aberto as "torneiras" e começado a introduzir mais barris no mercado.
Entre os pesos-pesados, destaque ainda para o BCP, que tombava 0,18% para 0,5658 euros, apesar de o italiano Mediobanca ter revisto em alta as expectativas de crescimento para o banco português nos próximos doze meses, mantendo a recomendação da cotada no nível mais elevado – em "comprar".
A descer estavam também a Altri (-0,75%), os CTT (-0,52%), REN (-0,36%), a Nos (0,22%), a Navigator (-0,18%), a Corticeira Amorim (-0,13%) e a Mota-Engil (-0,06%) - na terça-feira, a construtora anunciou a compra da totalidade das ações da Empresa Construtora Brasil (ECB), a sexta maior do Brasil.
Jerónimo Martins, Ibersol, Semapa e Sonae mantinham-se inalteradas.
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