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Pharol propõe a acionistas reagrupamento de ações para deixar de ser "penny stock"

A proposta prevê a aplicação de um rácio de reagrupamento de 1:100, passando a corresponder a cada 100 ações uma nova ação.

Luís Palha da Silva, presidente do Conselho de Administração e Administrador Delegado, Pharol, SGPS e membro do júri do Prémio Exportação e Internacionalização
Miguel Baltazar
19:06
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A Pharol vai propor aos acionistas, numa assembleia-geral (AG) marcada para 26 de março, um reagrupamento de ações, sem redução do capital social, para "promover uma valorização nominal" dos títulos, adiantou, num documento divulgado esta quarta-feira.

Na proposta, publicada no âmbito da convocatória para a AG, o Conselho de Administração da empresa explicou que o "título Pharol tem vindo a apresentar um valor unitário reduzido, inferior nos últimos 3 anos a 10 cêntimos do euro por ação, o que lhe impõe uma conotação de 'penny stock', penalizando a sua imagem no mercado de capitais em Portugal e restringindo o interesse de investidores institucionais".

Para os gestores, "o reagrupamento de ações visa promover uma valorização nominal da unidade acionista, com potencial impacto positivo na liquidez e na perceção do mercado, prosseguindo assim o interesse de todos os acionistas da sociedade", sendo que a operação não implica redução do capital social.

De acordo com a proposta, o "reagrupamento de ações deve assegurar um número inteiro de ações e, ao mesmo tempo, garantir igual tratamento a todas as ações e a entrega aos titulares de importâncias que lhe sejam devidas em resultado de arredondamentos necessários à execução da operação".

A proposta prevê, assim, "o reagrupamento, sem redução do capital social, das ações representativas do capital social da Pharol, através da aplicação de um rácio de reagrupamento de 1:100" correspondendo a cada 100 ações, anteriores ao reagrupamento, uma nova ação.

De acordo com o documento, a proposta prevê a aplicação "a todas as ações no reagrupamento a mesma proporção, arredondando por defeito para o número de ações mais próximo do número de novas ações a atribuir".

Está ainda prevista a autorização da "sociedade a promover a venda de ações objeto de frações a entidade que se tenha obrigado a adquiri-las por contrapartida, praticando, por conta dos respetivos titulares parciais, todos os atos necessários à eficácia da transmissão, e procedendo no prazo de 30 dias contados da data de produção de efeitos do reagrupamento, à entrega das importâncias que sejam devidas aos respetivos titulares parciais".

Segundo a Pharol, "a contrapartida devida pela aquisição de ações objeto de frações corresponderá ao preço médio ponderado das ações apurado em mercado regulamentado durante o mesmo período". 

Caso não sejam adquiridas as ações sobrantes no prazo estabelecido "a sociedade torna-se automaticamente titular das ações sobrantes".

Na proposta prevê-se ainda a delegação ao Conselho de Administração, da "adaptação dos termos ou fixação de demais condições concretas da efetivação da presente deliberação, designadamente no que concerne à fixação de período anterior à data de reagrupamento, não inferior a duas semanas, no qual os acionistas poderão compor os seus lotes de ações, 'inter alia' através de compra e venda de ações com vista ao reagrupamento".

A AG da Pharol irá ainda deliberar sobre os documentos referentes às contas de 2024, sobre a proposta de aplicação de resultados, sobre a aquisição e alienação de ações próprias e sobre a administração e fiscalização da sociedade.

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