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Bolsas europeias em máximos de Agosto após garantias de Mario Draghi
Os principais índices europeus negoceiam em alta pela terceira sessão consecutiva, com valorizações superiores a 1%, depois de Mario Draghi ter admitido reanalisar os estímulos à economia em Dezembro.
As bolsas europeias estão a negociar em alta esta quarta-feira, 4 de Novembro, pela terceira sessão consecutiva, animadas pelas palavras de Mario Draghi, que reiterou a disponibilidade do Banco Central Europeu (BCE) para reforçar os estímulos à economia.
O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, sobe 1,05% para 382,33 pontos, o valor mais elevado desde 19 de Agosto. A liderar os ganhos está o índice holandês, com uma valorização de 1,24% e o espanhol IBEX, que soma 1,21%. As únicas excepções são a bolsa grega, que perde 1,4%, e o Dax alemão, que regista uma descida ligeira de 0,09%.
Esta terça-feira, o presidente do BCE voltou a frisar que o nível de acomodação da política monetária será reanalisado em Dezembro, abrindo a porta a mais estímulos à economia da região.
"Se necessário, o Conselho está disposto e tem capacidade para agir, ao utilizar todos os instrumentos inscritos dentro do seu mandato, de forma a manter um nível apropriado de acomodação monetária", considerou o responsável pela autoridade que define o preço do dinheiro na Zona Euro.
A impulsionar os principais índices europeus estão ainda os dados sobre a evolução da indústria e serviços na Zona Euro, e os resultados trimestrais de várias empresas, que excederam as estimativas.
O índice PMI para a indústria e serviços da Zona Euro, da Markit Economics, subiu de 53,6 pontos, em Setembro, para 53,9 pontos, em Outubro, ficando ligeiramente abaixo das estimativas que apontavam para 54 pontos. Este índice sinaliza uma expansão em ambos os sectores, pelo 28º mês consecutivo.
Entre as empresas que apresentaram as suas contas trimestrais ao mercado, destaque para o ING, que valoriza 3,96% depois de ter anunciado que os seus lucros subiram 14% no terceiro trimestre. O grupo Marks & Spencer soma 3,5% após o resultado líquido do primeiro semestre ter superado as estimativas dos analistas, e a Glencore, que manteve as projecções de lucros para este ano, dispara 6,57%.