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Bolsa nacional aprofunda queda e acompanha Europa
O principal índice da praça de Lisboa está a aprofundar a queda registada ao longo da manhã. No resto da Europa, os principais índices estão igualmente no vermelho, pressionadas pelo aumento das tensões no Médio Oriente.
A bolsa nacional está a acentuar a queda registada durante a manhã desta quinta-feira, 26 de Março, e acompanha o sentimento das principais praças do Velho Continente. O PSI-20 desce 1,45% para 5.928,16 pontos, com 17 cotadas em queda e uma em alta. O Stoxx 600, o índice que engloba as maiores empresas europeias, recua 1,45%, ainda assim, o principal índice grego é quem lidera as desvalorizações ao cair mais de 3%.
As principais praças do Velho Continente estão a corrigir dos máximos registados nas últimas semanas. Além disso, a marcar o dia no mercado bolsista está o crescimento das tensões no Médio Oriente. A Arábia Saudita avançou com uma ofensiva militar no Iémen. As operações estão, para já, limitadas a ataques aéreos cirúrgicos contra posições controladas pelos rebeldes no Iémen, mas o país não descarta intervenções no terreno das suas forças militares. A intervenção militar é formada por mais de dez países da região e surgiu em resposta a um pedido de ajuda do presidente Hadi, para travar os rebeldes no Iémen.
Por cá, o BCP é a empresa que mais recua, ao desvalorizar 2,74% para 9,24 cêntimos. A queda surge depois de ontem, já após o fecho do mercado, o banco ter revelado que vai vender 15,41% do Bank Millennium, mantendo a maioria do capital da unidade polaca. Esta venda permite ao banco de Nuno Amado reforçar a sua solidez, o que lhe dá folga para antecipar o reembolso dos 750 milhões de apoio do Estado de que ainda beneficia.
Ainda no sector financeiro, o BPI desce 1,51% para 1,438 euros e o Banif desce 1,30% para 0,76 cêntimos.
No sector energético, destaque para a Galp Energia que é a única empresa no verde. A petrolífera soma 0,63% para 10,46 euros, isto numa altura em que os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, soma 3,68% para 58,56 dólares por barril.
No grupo EDP, a EDP Renováveis desce 2,01% para 6,33 euros e a casa-mãe perde 1,54% para 3,579 euros. A REN desvaloriza 1,39% para 2,766 euros.
A Jerónimo Martins desce 1,26% para 11,365 euros. E a Sonae recua 1,78% para 1,38 euros.
A PT SGPS desvaloriza 1,94% para 60,5 cêntimos e a Nos cai 1,49% para 6,484 euros.
A Mota-Engil desce 2,47% para 3,472 euros.
A Impresa cai 2,34% para 1,045 euros.