Notícia
Bolsa nacional fecha em queda na quarta sessão ao contrário da Europa
Não é muito habitual na bolsa portuguesa, mas hoje aconteceu pela quarta vez esta semana, com o PSI-20 a fechar com sinal contrário ao registado pelo Stoxx600.
Na sessão desta quinta-feira o índice português foi penalizado pela forte queda da Jerónimo Martins, enquanto as praças europeias foram impulsionadas pelas tréguas na guerra comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, na sequência da reunião de ontem entre Donald Trump e Jean-Claude Juncker.
Na quarta-feira tinha sido ao contrário. O Stoxx600 tinha descido e o PSI-20 valorizado, sendo que nas duas primeiras sessões da semana o índice português tinha também fechado com contraciclo com o benchmark europeu, muitas das vezes devido ao desempenho das cotadas que anunciaram resultados.
Foi o que aconteceu hoje, com o PSI-20 a cair 0,49% para 5.593,01 pontos, com seis cotadas em alta, oito em queda e quatro sem variação.
A Jerónimo Martins foi a grande responsável por este desempenho negativo, com as acções da retalhista a caírem 6,81% para 12,385 euros. Ao longo da sessão os títulos registaram a queda mais forte desde Junho de 2016, depois de a retalhista ter apresentado resultados abaixo do esperado pelos analistas, sobretudo no que diz respeito à evolução das vendas comparáveis na Polónia.
Mas a dona do Pingo Doce não foi a única a penalizar o PSI-20. A rival do sector do retalho em Portugal, a Sonae, caiu 2,5% para 0,9545 euros. Já a Navigator cedeu 0,94% para 4,968 euros e a Semapa desvalorizou 0,96% para 20,55 euros.
Entre as sete cotadas que apresentam as contas do primeiro semestre depois do fecho da sessão, a tendência foi sobretudo de alta. A EDP ganhou 0,38% e a Altri valorizou 1,93% para 8,96 euros.
Já o Banco Comercial Português (que segundo o BPI deverá anunciar lucros de 144 milhões de euros) fechou ganhar 0,41% para 26,85 cêntimos.
A impedir maiores quedas no PSI-20 esteve também a Galp Energia, que ganhou 1,69% para 8,96 euros, numa sessão em que petróleo sobe perto de 1% em Londres e Nova Iorque.