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IMF – BoE e FED mantiveram taxas inalteradas

Banco de Inglaterra manteve taxas; FED manteve taxas de juro inalteradas; Petróleo com recuperação ligeira; Ouro renovou máximos históricos

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| Banco de Inglaterra manteve taxas

O Banco de Inglaterra (BoE) manteve a taxa de juro de referência inalterada nos 4.5%, como o esperado, numa votação com 8 votos a favor e 1 voto em prol de um corte de 25 pontos base. O Governador Andrew Bailey afirmou que a instituição acredita que as taxas de juro irão recuar gradualmente, mas que irá analisar "muito atentamente" a evolução da economia mundial e nacional em cada uma das reuniões de política monetária. Acrescentou haver "muita incerteza económica neste momento". O mercado atribui agora uma probabilidade de 52% a uma manutenção das taxas na próxima reunião a 8 de maio. Numa outra nota, de acordo com um inquérito do Citi/YouGov em fevereiro, as expectativas de inflação das famílias do Reino Unido subiram para 3.9% para os próximos 12 meses (3.5% na leitura de janeiro), o nível mais elevado desde janeiro de 2024. As expectativas a longo prazo subiram de 3.7% para 3.9%.

Após falhar o teste à resistência das £0.8450 e renovar máximos de mais de 1 mês na mesma, o Eur/Gbp apresentou uma semana de correção. Deste modo, o par recuou até encerrar a semana ligeiramente acima das £0.8350, com o seu próximo suporte presente nas £0.83. O indicador MACD encurtou, mas manteve aberto o seu sinal de compra.

| FED manteve taxas de juro inalteradas

A FED manteve a taxa de juro de referência inalterada no intervalo de 4,25%-4,50%, em linha com as previsões, e sinalizou a intenção de reduzir os juros em meio ponto percentual até ao final do ano. A FED não está com pressa em cortar taxas, o que colide com a opinião e vontade de Donald Trump. As novas projeções da FED apontam para um crescimento de 1,7% em 2025, abaixo dos 2,1% anteriores. Para 2026 e 2027, a expansão prevista mantém-se em 1,8%. Já a inflação foi revista em alta para 2,7% em 2025, embora a FED espere uma convergência para 2% até 2027. No mercado de trabalho, a taxa de desemprego deverá subir para 4,4% este ano, estabilizando nos 4,3% nos dois anos seguintes. Por fim, Jerome Powell, presidente da FED, alertou para um nível de incerteza económica "excecionalmente elevado" e defendeu uma abordagem prudente, sendo necessário aguardar por maior clareza antes de tomar novas decisões.

O Eur/Usd iniciou a semana a valorizar para máximos de outubro de 2024 nos $1.0954, tendo posteriormente apresentado 3 sessões consecutivas de perdas, levando o par de volta para o nível dos $1.0800, onde renovou mínimos de 2 semanas. Deste modo, o Eur/Usd aproximou-se da média móvel a 200 dias, atualmente presente nos $1.0725.

| Petróleo com recuperação ligeira

O preço do petróleo apresentou ganhos, beneficiando das novas sanções dos EUA ao Irão, das tensões renovadas no Médio Oriente e do novo plano da OPEP para reduzir a produção. Os ganhos foram limitados pela decisão da FED de manter as taxas de juro inalteradas.

O petróleo apresentou uma semana de valorização ligeira, cotando novamente acima dos $68/barril, após ter ressaltado no suporte dos $66/barril. A próxima resistência da matéria-prima poderá estar presente nos $70,3/barril.

| Ouro renovou máximos históricos

O ouro valorizou até sexta-feira, tendo renovado novos máximos históricos enquanto beneficiava do seu estatuto de ativo de refúgio devido às tensões do médio oriente e aos receios associados aos planos de tarifas de Trump. No final da semana, o preço do ouro recuou devido a um fortalecimento do dólar e à consolidação de ganhos por parte dos investidores.

O ouro deu continuidade aos ganhos que advinham da semana anterior, ao ponto de, na quinta-feira, renovar máximos históricos nos $3057/onça. No entanto, na última sessão da semana, o metal precioso desvalorizou, mas encontrou suporte nos $3000/onça.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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