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Banca tem de apoiar exportação mas também o investimento
Portugal vai depender muito das empresas. A banca tem de ajudá-las
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Como solução para a economia portuguesa, as exportações até têm registado um comportamento adequado nos últimos anos. Há um crescimento positivo mesmo numa altura em que Portugal e a maioria dos seus parceiros comerciais se encontram em abrandamento, ou recuo, económico.
Por esse motivo, Portugal vai depender muito das empresas. "Esta é a hora dos empresários", de acordo com o responsável da CGD. Na opinião de Luís Rego, para facilitar as exportações e a internacionalização do país é precisa a ajuda da banca. Contudo, não é suficiente que o apoio financeiro seja dado apenas às actividades de exportação. O próprio investimento empresarial nas várias operações tem de ser sustentado. "A banca tem de ter capacidade para apoiar o investimento das empresas. Não basta apenas o apoio transaccional", defendeu Luís Rego na conferência da CGD com o Negócios.
O principal desafio da actualidade para as empresas é como se vai obter financiamento. "A cobertura de risco não é preocupante. O problema é o acesso ao crédito", salienta o director central de comércio externo da CGD.
A nível internacional, Luís Rego indica que o banco estatal tem, também ele, uma posição internacional, o que pode facilitar a ajuda às empresas. Em Portugal, a CGD tem 827 agências em funcionamento, tendo uma presença física em outras 462 agências distribuídas por 23 países. A instituição faz ainda parte de uma aliança de bancos internacionais: a Connector. O grupo de 14 bancos, em representação de 35 países pretende, de acordo com Rego, apoiar a gestão de tesouraria internacional a empresas, o que possibilita, por exemplo, a abertura de contas noutros países.