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Presidente da APAVT: "Senhores políticos, deixem que as obras no aeroporto da Portela avancem"
Pedro Costa Ferreira afirmou que a "situação anacrónica, vergonhosa e incapacitante das acessibilidades aéreas de Lisboa" colocam em causa a liderança e competitividade do setor.
"A situação anacrónica, vergonhosa e incapacitante das acessibilidades aéreas de Lisboa" colocam em causa a liderança e competitividade do setor, defendeu esta quinta-feira o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, no discurso de abertura do 47.º congresso da associação, em Ponta Delgada.
Afirmando que não acredita que uma decisão sobre o novo aeroporto seja tomada no próximo ano, o responsável deixou apenas um apelo aos responsáveis políticos. "Senhores políticos, deixem que as obras no aeroporto da Portela avancem. Não evitarão a vergonha que se colou a todos os que contribuíram para a atual situação, mas pelo menos mitigarão as consequências deste processo tão trágico como ridículo", reforçou o líder da associação dos agentes de viagens.
O impasse quanto ao aeroporto foi também criticado por Francisco Calheiros, Presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP). "O que é preciso fazer mais? Não temos vergonha de estar há mais de 50 anos para tomar a decisão?", indagou.
Perante o novo secretário de Estado do Turismo, Nuno Fazenda, Pedro Costa Ferreira elencou ainda os três grandes desafios do setor no curto prazo: "dar seguimento à promessa da nova tranche do apoiar.pt, prorrogar, para quem o necessite, o pagamento do serviço da dívida contraída ao longo da pandemia e, por fim, trabalhar na esfera europeia para que a nova Directiva das Viagens Organizadas não saia ainda mais desequilibrada ao longo da cadeia de valor e ainda mais injusta para as agências de viagens".
"Não será demais lembrarmos que as dívidas foram contraídas porque os apoios foram insuficientes", apontou, tendo o reforço do programa apoiar.pt sido posteriormente anunciado pelo responsável pela pasta do Turismo, Comércio e Serviços.