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Ponte pedo-ciclável condiciona trânsito na Segunda Circular durante dois meses

A autarquia "lamenta o incómodo causado a todos os automobilistas" e aconselha os automobilistas, na noite de domingo e entre 12 e 19 de Janeiro, "a adoptarem circuitos alternativos, como a CRIL".

Negócios 03 de Janeiro de 2014 às 15:45
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O trânsito vai estar condicionado na Segunda Circular, em Lisboa, no troço entre o Eixo Norte-Sul e a Estrada da Luz, a partir de domingo e durante cerca de dois meses, anunciou hoje a Câmara Municipal de Lisboa.

 

Os condicionamentos de trânsito, de acordo com um comunicado hoje divulgado, devem-se à construção de uma ponte pedo-ciclável sobre a Segunda Circular.

 

Assim, entre as 22:00 de domingo e as 05:30 de segunda-feira, será feito "o corte total da circulação" no troço entre o Eixo Norte-Sul e a Estrada da Luz (zona das Torres de Lisboa).

 

A partir das 05:30 de segunda-feira, e até meados de março, será feito o corte, no troço anteriormente referido, de uma das três faixas de rodagem, em cada um dos sentidos.

 

Entre 12 e 19 de janeiro, sempre entre as 22:00 e as 05:30, será feito o corte total da circulação naquele troço, em ambos os sentidos ou alternadamente num dos sentidos.

 

No comunicado hoje divulgado, a autarquia "lamenta o incómodo causado a todos os automobilistas" e aconselha os automobilistas, na noite de domingo e entre 12 e 19 de Janeiro, "a adoptarem circuitos alternativos, como a CRIL".

 

O projecto da ponte pedonal e ciclável sobre a Segunda Circular foi apresentado em Setembro de 2011, e o concurso lançado pouco tempo depois.

 

Esta ponte, que tinha conclusão prevista para a primavera de 2012, tinha um custo estimado de 1,2 milhões de euros e seria construída pela Fundação Galp Energia, no âmbito de um protocolo que a entidade estabeleceu com a Câmara de Lisboa em 2009 para promover formas de mobilidade mais sustentável na cidade.

 

Um ano depois do prazo estimado para a conclusão da ponte, o custo das obras aumentou para 1,365 milhões e a execução do projecto passou para a Lisboagás, empresa do grupo Galp Energia, que só tem disponibilidade para 900.000 euros e que, por isso, a Câmara de Lisboa propôs "comparticipar no valor remanescente, que não ultrapassará o valor de 465.000 euros, mediante a doação em pagamento de taxas de ocupação de subsolo devidas pela Lisboagás ao Município de Lisboa".

 

“A obra, de desenho arrojado, irá seguramente assumir-se como um equipamento arquitectónico e de engenharia marcante para todos os que por ela passarem”, refere um comunicado da Galp Energia.               

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