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ANF diversifica participações para investigação e tecnologia
Diversificação é a palavra de ordem. A Associação Nacional das Farmácias (ANF) tem uma estrutura de participações cada vez mais ampla, cujo crescimento tem privilegiado ao mesmo tempo investimentos em empresas com grandes facturações e em sociedades em fa
Diversificação é a palavra de ordem. A Associação Nacional das Farmácias (ANF) tem uma estrutura de participações cada vez mais ampla, cujo crescimento tem privilegiado ao mesmo tempo investimentos em empresas com grandes facturações e em sociedades em fase de arranque na área da biotecnologia.
A ANF, que junta cerca de 2.700 farmácias, poderá assim minimizar os efeitos negativos da política de saúde dos últimos anos. Os cortes administrativos nos preços dos medicamentos têm limitado o crescimento da facturação das farmácias, que ronda um milhão de euros por estabelecimento, em média.
Além disso, a liberalização da propriedade das farmácias a não farmacêuticos (num limite de quatro unidades por proprietário) poderá pôr em causa o controlo que a ANF hoje exerce neste sector. O presidente da associação, João Cordeiro, já assumiu o receio, dizendo que liberalizar significará "a transferência directa ou indirecta, para o exterior, sem qualquer contrapartida para o País, dos centros de decisão no mercado da distribuição de medicamentos".