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AdC aprova concentração da NYSE com a Euronext (act.)
A Autoridade da Concorrência (AdC) decidiu não se opor à concentração da NYSE com a Euronext, uma operação que vai resultar na criação da primeira bolsa transatlântica. Depois da aprovação por parte dos reguladores britânicos, só faltava a luz de verde da
A Autoridade da Concorrência (AdC) decidiu não se opor à concentração da NYSE com a Euronext, uma operação que vai resultar na criação da primeira bolsa transatlântica. Depois da aprovação por parte dos reguladores britânicos, só faltava a luz de verde da AdC para a aprovação desta concentração.
Em comunicado a entidade presidida por Abel Mateus diz que decidiu "não se opor à presente operação de concentração, uma vez que a mesma não é susceptível de criar ou reforçar uma posição dominante da qual possam resultar entraves significativos à concorrência efectiva".
No universo da Euronext – que agrega as bolsas de Lisboa, Paris, Amesterdão, Bruxelas e Londres – só há dois países onde é obrigatória a aprovação da fusão por parte das autoridades da concorrência: Portugal e Reino Unido.
O negócio foi também aprovado pelos accionistas da NYSE com 99,7% dos votos favoráveis e pelos accionistas da Euronext com 98,18% dos votos.
Depois da aprovação dos accionistas e dos reguladores britânico e português, falta agora os ministros das finanças dos mercados europeus envolvidos darem o seu aval à fusão.
Na passada semana, o ministro das finanças holandês, Gerrit Zalm, deu indicações de que, dadas as actuais condições, não se deverá opor à operação. Zalm foi o único obrigado a pronunciar-se mais cedo dado que a Euronext NV é, juridicamente, uma entidade holandesa.
Com a aprovação de hoje, está cada vez mais próxima a criação da primeira bolsa transatlântica. A propostas de compra da NYSE está avaliada em 14,6 mil milhões de dólares (cerca de 10,8 mil milhões de euros) e deverá estar concluída nos próximos três a quatro meses.
Prevê-se que a futura NYSE Euronext, que irá estar cotada em Nova Iorque e em Paris, crie sinergias de 293 milhões de euros. A maior poupança vem da integração tecnológica dos dois mercados. As taxas de negociação vão baixar 10 a 15% nos prazo de três anos.