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Rússia vai integrar escudo anti-míssil da NATO
A Rússia aceitou integrar o novo sistema de escudo anti-míssil da Aliança Atlântica, além de ter garantido uma melhoria na circulação de tráfego não-letal de e para o Afeganistão.
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“Lisboa marca um novo começo no sentido de maior cooperação”, enfatizou Rasmussen, visivelmente satisfeito com o acordo alcançado, que permitiu “exorcizar fantasmas do passado”. Os efeitos práticos deste acordo são “claros: vamos ficar mais cientes das ameaças e com a possibilidade de destruir mísseis que ameacem os territórios de membros da Aliança”.
Instado a comentar a possibilidade de a ratificação do acordo de redução de ogivas nucleares START ser bloqueada pelos republicanos, nos Estados Unidos, Rasmussen declarou ser “urgente que ambas as partes [republicanos e democratas] se entendam para ratificar o tratado tão rápido quanto possível”. A rápida ratificação seria “benéfica para o ambiente de segurança na Europa”, ao passo que uma demora poderia prejudicar essa percepção.
Rasmussen também se mostrou confiante na possibilidade de o acordo com a Rússia permitir uma mais rápida resolução do conflito entre a Rússia e a Geórgia. O secretário-geral considerou mesmo a cimeira de Lisboa como uma das “mais substanciais e mais importantes cimeiras da história da NATO”.
A próxima cimeira da Aliança Atlântica ficou já marcada para 2012, nos Estados Unidos.