Notícia
Carlos Costa pede emissão de "corona bonds" para evitar nova crise de dívida soberana
O governador do Banco de Portugal disse que a emissão de corona bonds" a longo prazo seria uma boa hipótese a ser posta em prática pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade e disse que era necessária maior cooperação e solidariedade no combate ao coronavírus dentro da União Europeia.
23 de Março de 2020 às 09:41
O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, afirmou que os países da Zona Euro têm de ser mais solidários no combate à covid-19 e pôs em cima da cima uma emissão de "corona bonds" a longo prazo, de forma a evitar uma segunda crise de dívida soberana.
Numa entrevista à agência Reuters, Costa disse que esses "corona bonds" seriam não só um reforço, como também "um complemento necessário" à recente "bazuca" anunciada pelo Banco Central Europeu no valor de 750 mil milhões de euros.
Christine Lagarde, líder da instituição, anunciou o Pandemic Emergency Purchase Programme (PEPP), para combater os efeitos económicos da pandemia. Um programa de compra de ativos do setor público e privado, no valor de 750 mil milhões de euros, que irá durar até, pelo menos, ao final de 2020.
No entanto, Carlos Costa admite que apesar se ser um bom complemento para o PEPP, não existe nenhum veículo disponível para a emissão de dívida conjunta na Zona Euro e reforça que "são precisas soluções inovadoras".
O líder do Banco de Portugal urge a uma maior cooperação entre os países da região, dizendo que "a falta de cooperação ou o fracasso na respetiva concretização no ataque à crise pode por em causa o futuro do projeto europeu". Tendo em conta que os diferentes Estados-Membros têm diferentes "margens de manobra orçamentais", Costa afirma à Reuters que "é necessário encontrar soluções para evitar que a emergência do coronavírus se torne numa segunda crise da dívida soberana".
Para tal, defende então a emissão destas "corona bonds" com uma maturidade muito longa, de 30 anos, de forma a "diluir o impacto nas contribuições anuais dos Estados-Membros".
Na passada sexta-feira, o governador do Banco de Portugal já tinha defendido que a Zona Euro deveria utilizar esta emissão de dívida comunitária, argumentando que não "existe risco moral e o interesse é comum", num artigo de opinião publicado no Jornal Económico.
(Notícia atualizada às 10:07)
Numa entrevista à agência Reuters, Costa disse que esses "corona bonds" seriam não só um reforço, como também "um complemento necessário" à recente "bazuca" anunciada pelo Banco Central Europeu no valor de 750 mil milhões de euros.
No entanto, Carlos Costa admite que apesar se ser um bom complemento para o PEPP, não existe nenhum veículo disponível para a emissão de dívida conjunta na Zona Euro e reforça que "são precisas soluções inovadoras".
O líder do Banco de Portugal urge a uma maior cooperação entre os países da região, dizendo que "a falta de cooperação ou o fracasso na respetiva concretização no ataque à crise pode por em causa o futuro do projeto europeu". Tendo em conta que os diferentes Estados-Membros têm diferentes "margens de manobra orçamentais", Costa afirma à Reuters que "é necessário encontrar soluções para evitar que a emergência do coronavírus se torne numa segunda crise da dívida soberana".
Para tal, defende então a emissão destas "corona bonds" com uma maturidade muito longa, de 30 anos, de forma a "diluir o impacto nas contribuições anuais dos Estados-Membros".
Na passada sexta-feira, o governador do Banco de Portugal já tinha defendido que a Zona Euro deveria utilizar esta emissão de dívida comunitária, argumentando que não "existe risco moral e o interesse é comum", num artigo de opinião publicado no Jornal Económico.
(Notícia atualizada às 10:07)