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Um terço das empresas de alojamento e restauração quer reduzir emprego
É o setor que tem as piores perspetivas em termos de emprego para os próximos três meses, de acordo com os dados mais detalhados do inquérito da CIP solicitados pelo Negócios.
O alojamento e a restauração é o setor com as piores perspetivas de emprego para os meses do verão: um terço das empresas conta reduzir pessoal até setembro, de acordo com os dados mais detalhados do projeto Sinais Vitais, que tem vindo a ser desenvolvido entre a Confederação Empresarial (CIP) e o Marketing FutureCast Lab, do ISCTE.
Os dados mais desagregados solicitados pelo Negócios, na sequência do inquérito realizado entre 2 e 10 de junho, mostram que neste setor apenas 11% das empresas prevê um aumento de recursos humanos, com mais de metade a prever a manutenção (56%) do nível de emprego até ao final do terceiro trimestre.
É um retrato mais negativo do que o da generalidade dos setores, já que tal como foi divulgado esta segunda-feira em conferência de imprensa quase quatro em cinco empresas (78%) aponta para a manutenção do nível de recursos humanos, 13% para um aumento e 9% para uma redução.
Nestes dados mais detalhados a construção e as atividades imobiliárias surgem como os setores onde as empresas não revelam intenção de reduzir pessoal, com 4% a apontar para um aumento.
Na indústria e a energia a percentagem de empresas que diz querer aumentar emprego é superior à média (16% em vez de 13%) mas a que diz querer reduzir também é ligeiramente superior (10% em vez de 9%).
O comércio apresenta valores semelhantes à média. Na agricultura e nos transportes e armazenagem todas as empresas apontam para a estabilização do quadro de pessoal nos próximos meses.
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