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(Soberania da) Catalunha vai a eleições a 25 de Novembro
O presidente da comunidade catalã já confirmou a data para as eleições antecipadas na Catalunha. 25 de Novembro. "A voz das ruas deve transferir-se para as urnas".
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O presidente da Catalunha, Artur Mas, confirmou a data no início do debate no Parlamento da Catalunha que discute a agenda da soberania da região.
“A voz das ruas deve transferir-se para as urnas”, disse, no Parlamento, Artus Mas, que referiu que as eleições se devem ao “cansaço” da cidadania, ilustrado pela manifestação independentista. O presidente catalão referia-se à manifestação que teve lugar em Barcelona – “um grande acto de fé na Catalunha”. Para Mas, este é o um momento “para dar um passo em frente”.
"De recusa em recusa, de desprezo em desprezo, a Catalunha é castigada por uma dependência que nos prejudica cada vez mais", continuou o responsável catalão, citado pelo "El País".
Já antes, o porta-voz do governo da região, Francesc Homs, criticou os convites para diálogo feitos pelo governo central de Rajoy, depois da referida recusa. Homs classificou essas propostas, segundo o “El País”, de “desconcertantes” e “contraditórias”. O porta-voz garantiu que o diálogo não vai, de acordo com a mesma fonte, afastar os nacionalistas do seu “próprio caminho”.
“Se o país vai iniciar um processo de grande complexidade, é necessário o aval das urnas”, disse Artus Mas referindo-se ao eventual pedido de resgate que estará, já, a ser negociado entre o governo central de Rajoy e Bruxelas. Mas considera que foi eleito com um programa que tinha em conta um pacto orçamental. "Mas não mais que isso". "Uma nova etapa exige uma nova legitimidade", assegurou.
O parlamento da Catalunha está a partir desta terça-feira e até quinta-feira a debater o futuro da agenda da soberania da região. Uma discussão levantada pela recusa de Rajoy ao programa de Mas, que previa que a Catalunha ficasse responsável por todos os impostos da região. Rajoy alegou, nessa altura, "que a única resposta a esta ofensiva independentista está na Constituição e esta não prevê esta possibilidade".