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Sandy pode decidir eleições dos EUA
Na última semana antes das eleições, o furacão Sandy surpreende os candidatos à Casa Branca. A tempestade pode decidir as eleições.
Negócios
29 de Outubro de 2012 às 15:05
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O anúncio de uma super tempestade, “Frankenstorm” obrigou Barack Obama e Mitt Romney a reorganizarem os planos para a última semana de campanha, uma decisão que poderá afectar os resultados finais das votações, numa altura em que as sondagens mostram grande proximidade entre democratas e republicanos.
Interrupções no fornecimento de energia e atenção dos meios de comunicação voltada para “Frankenstorm” podem impedir Obama e Romney de fazer as alegações finais antes do dia das eleições.
Baixa pressão e alta pressão
A chegada da tempestade traz riscos e oportunidades para os dois candidatos. Para Barack Obama, Sandy é uma oportunidade para o presidente mostrar o controlo que tem sobre o país e enviar uma rápida resposta aos possíveis danos causados pela tempestade. Por outro lado, caso isso não se verifique, o candidato democrata será acusado de não ter conseguido fazer frente às necessidades do país numa situação de catástrofe natural.
“Este é o desafio de ser presidente e candidato”, explicou à Bloomberg David Axelrod, estratega político democrático, “ser presidente vem em primeiro lugar. A campanha fará os ajustes necessários e ele [Obama] fará o que for preciso como presidente”.
Esta segunda-feira, Obama cancelou uma deslocação à Florida e irá permanecer em Washington DC onde irá “supervisionar a tempestade”.
“Temos que levar isto a sério”, afirmou o presidente dos EUA, em Orlando “é uma grande e séria tempestade” e, “a minha primeira prioridade tem que ser certificar-me que está tudo a postos para ajudar as famílias”.
O candidato republicano, Mitt Romney, também reorganizou a sua campanha e sublinhou que “os pensamentos e orações estão com as pessoas em perigo”. Esta segunda-feira, Romney avançará com a sua campanha no Wisconsin e em Ohio.
“A programação que temos é para estados que não são afectados pela tempestade”, explicou um membro da campanha à agência de informação americana.
Responsáveis pela campanha afirmam que, na recta final, fazer este tipo de alterações às campanhas tem sido difícil, mas sublinham que não conseguem prever se a tempestade poderá ou não prejudicar os candidatos.