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INE prevê queda de 3,5% no investimento das empresas em 2002

O investimento das empresas nacionais deverá recuar 3,5% este ano, agravando a descida de 1% que deverá ter ocorrido em 2001, de acordo com as estimativas do último inquérito de conjuntura ao investimento efectuado pelo INE.

01 de Fevereiro de 2002 às 11:00
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O investimento das empresas nacionais deverá recuar 3,5% este ano, agravando a descida de 1% que deverá ter ocorrido em 2001, de acordo com as estimativas do último inquérito de conjuntura ao investimento efectuado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

No corrente ano, o INE prevê «uma quebra de 3,5% no investimento das empresas», com as estimativas do inquérito realizado em Outubro último a apontarem para «uma quebra do valor da formação bruta de capital fixo (FBCF) empresarial em cerca de 1%», segundo a mesma fonte.

No inquérito anterior, que havia sido efectuado em Abril do ano passado, o INE estimava que viesse a ocorrer um aumento acima de 4% no investimento empresarial em 2001.

Entre as empresas que foram alvo do estudo, cerca de 65,1% manifestaram intenção de investir em 2002, face às 77,6% que tinham investimentos previstos para 2001. Em Abril, esta proporção era de 82%.

Tomando em consideração apenas as empresas que responderam aos dois inquéritos, a evolução estimada para 2001 aponta para um incremento de 0,4%, com as previsões para este ano a cifrarem-se numa queda de 3%.

Tendo por base os resultados do inquérito, em 2001 «houve um agravamento do clima económico do primeiro para o segundo semestre», com as intenções de investimento a apresentarem «um agravamento das tendências negativas e um abrandamento das positivas na generalidade dos sectores», segundo o INE.

Actividades financeiras e comércio lideram quedas em 2002

O agravamento previsto para 2002, em termos de descida do investimento empresarial, está relacionado com as quebras de 13,3% e de 16,2% previstas para os segmentos das actividades financeiras e do comércio, respectivamente, e ainda com o recuo de 7,6% estimado para os transportes, armazenagens e comunicações.

Estas descidas deverão ser atenuadas parcialmente pela progressão de 5,6% estimada para o sector da construção e pelo aumento de 2,4% que deverá ocorrer na indústria transformadora.

Empresas de dimensão média investem mais 14% em 2002

Por escalões, «são previstas evoluções negativas em todos os escalões, excepto no de empresas de dimensão média», que têm entre 100 e 249 colaboradores. Neste segmento, deverá verificar-se uma subida de 14% nos investimentos, devido «ao comportamento favorável da generalidade dos sectores de actividade», adiantou o INE.

Em 2001, o referido escalão, em conjunto com o das empresas com mais de 250 trabalhadores, «revelaram crescimentos significativos do investimento, superiores a 14%», beneficiando dos aumentos «muito fortes» que se verificaram nos sectores de alojamento e restauração, actividades financeiras e transportes, armazenagem e comunicações.

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