Notícia
Governo negoceia helicópteros para incêndios com acusados de "cartelização"
Os 28 meios aéreos em falta no dispositivo de combate para este ano vão ser contratados por ajuste directo, depois de falhado o concurso e a alternativa do Executivo. Há cedências nas penalidades e no tipo de aparelhos.
O Governo decidiu chamar à negociação as quatro empresas que ainda há poucas semanas tinha acusado de terem adoptado uma "lógica de cartelização" no concurso para os helicópteros de combate a incêndios, por terem apresentado preços acima do valor que tinha sido fixado.
Falhada a alternativa encontrada na altura pelo Executivo – a empresa italiana Ariane/Eutotech não conseguiu garantir os meios aéreos em falta –, numa altura em que o risco de incêndios começa a aumentar, o ministro da Administração Interna está agora obrigado a realizar contratos de ajuste directo para os 28 helicópteros em falta no Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) para este ano.
Além disso, o valor das multas a aplicar por dia de inoperacionalidade dos helicópteros baixa de 20 mil para 5 mil euros e nestes ajustes directos podem entrar aparelhos de perfil diferente e também de gama inferior à que era exigida no concurso lançado em Dezembro do ano passado.
Na terça-feira, 15 de Maio, o Governo anunciou que 13 das 32 aeronaves previstas para a actual fase (nível II) no combate aos incêndios estão automaticamente aptas a voar. Neste chamado nível de empenhamento reforçado, que se manterá até 31 de Maio, o dispositivo passa a ser composto por 6.290 operacionais (organizados em 1.473 equipas) e ainda 1.441 viaturas, integrando também 72 postos de vigia para detecção de fogos florestais.