Notícia
Alfredo da Costa: Encerramento no final do ano não implicará despedimentos
O ministro da Saúde escusou-se hoje a comentar a polémica em torno do desconhecimento do primeiro-ministro acerca do encerramento da Maternidade Alfredo da Costa no final do ano e garantiu que o fecho não implicará despedimentos.
16 de Junho de 2012 às 15:40
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Em causa estava o embaraço gerado na sexta-feira no Parlamento quando o primeiro-ministro foi apanhado de surpresa com a data de encerramento da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), anunciada na noite anterior num comunicado da administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) como indo ocorrer até Dezembro.
A este propósito, o ministro garantiu que serão sempre, e “em primeiro lugar”, salvaguardadas “as parturientes e os bebés”, que dispõem de “atendimento de excelência noutras unidades em Lisboa, designadamente Santa Maria a S. Francisco Xavier”.
Já relativamente aos funcionários da maternidade, o ministro garantiu que “não há qualquer intenção, pelo contrário, de haver qualquer problema relativo a desemprego”.
Questionado pelos jornalistas relativamente à alteração das regras do subsistema ADSE (Direcção Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública), no âmbito do memorando assinado com a ‘troika’, Paulo Macedo admitiu que “há compromissos relativamente à ADSE nos quais se irá trabalhar”, mas acrescentou que se trata de “uma iniciativa sobretudo do Ministério das Finanças, à qual o Ministério da Saúde dará a sua contribuição”
Em curso e com resultados previstos já nos próximos dois meses está, segundo adiantou, um “trabalho para harmonizar as tabelas junto dos convencionados”.
“Até hoje a ADSE e o SNS junto de alguns convencionados praticavam preços diferentes, portanto há um trabalho de harmonização que está a ser feito”, disse.