Outros sites Medialivre
Notícias em Destaque
Opinião

Reversal of fortunes

A luta pelo controlo do BCP está imprópria para cardíacos. Primeiro foi a vantagem de Teixeira Pinto; depois a reviravolta, muito por culpa dos erros dos seus apoiantes. As últimas entrevistas que deu são um bom barómetro deste “reverso da fortuna”: depoi

  • ...

As últimas entrevistas que deu são um bom barómetro deste “reverso da fortuna”: depois de ter assumido (e bem) as divergências com Jardim Gonçalves, o CEO dá sinais de procurar um entendimento com o patriarca. Será exequível? Não, apesar de cada um dizer o contrário. Se assim é, o que esperar da assembleia-geral de hoje? Provavelmente a manutenção do impasse, mesmo que se confirme a vitória de Jardim no modelo de governação. Porque Teixeira Pinto deve pedir nova assembleia-geral para votar o alargamento da administração. Ou seja, o pior que poderia acontecer ao banco e o melhor para a concorrência (o mandato do actual conselho só termina em Março)?

Que alternativas sobram? Fusão com o BPI, ideia admitida por Jardim e Teixeira Pinto? Não. Para haver fusão, é preciso um líder incontestado. Em condições normais, o parceiro dominante seria o BCP. Mas a teia em que este se enredou retira-lhe margem de manobra. Sobram a demissão de Teixeira Pinto, que este recusou na entrevista à RTP? ou uma OPA. Porque começa a ficar claro que qualquer entendimento entre os grupos desavindos não resolve nada (há muito “bad blood” entre os dois). Além de ser um monumento à hipocrisia.

Ver comentários
Outras Notícias
Publicidade
C•Studio