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Ouro sobe com quebra do dólar. UBS otimista para os próximos 12 meses
Apesar de ter quebrado já o patamar dos 2.000 dólares por onça, os analistas do UBS mostram-se otimistas no investimento no metal amarelo.
O metal amarelo está a negociar em ligeira alta, numa altura em que o dólar cede algum terreno – o que torna mais atrativo o investimento no ouro para quem negoceia noutras moedas, uma vez que o metal precioso é denominado na nota verde.
O ouro a pronto (spot) segue a subir 0,14% para 1.960,79 dólares por onça no mercado londrino de metais (LME).
Já no mercado nova-iorquino (Comex) os futuros do ouro valorizam 0,18% para 1.960 dólares por onça.
Apesar de ter quebrado já o patamar dos 2.000 dólares por onça, os analistas do UBS mostram-se otimistas no investimento em ouro.
"Os preços do ouro negoceiam agora abaixo dos 2.000 dólares por onça e já perderam mais de 4% desde o máximo anual atingido em inícios deste mês", sublinha uma nota de "research" do banco suíço a que o Negócios teve acesso.
"Na análise anterior destacámos que, após o rally, era provável que houvesse uma consolidação na cotação do ouro. Mas o seu eficaz papel como ativo de cobertura de risco faz com que continue a ser valioso num contexto de carteira de investimento", salienta Giovanni Staunovo, estratega de "commodities" do UBS, que também assina o "research".
As estimativas dos analistas do banco suíço seguem, por isso, inalteradas: 2.050 dólares por onça no final de setembro deste ano, 2.100 dólares no final de dezembro e 2.200 dólares no término do primeiro trimestre de 2024. Para o fim do segundo trimestre do próximo ano é já também avançada uma projeção: 2.250 dólares por onça. Ou seja, o UBS antevê uma valorização sustentada deste metal precioso.