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O que torna esta rede social diferente?
Acções dispararam 120% desde a estreia em bolsa, um "oásis" na nova vaga de empresas de Internet
28 de Maio de 2012 às 11:22
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O LinkedIn foi há um ano para a bolsa. E tem sido um caso de sucesso, em contraste com outras donas de redes sociais que dispersaram capital no mercado nos últimos meses. O valor das acções mais que duplicou, enquanto que em empresas como a Groupon, a Zynga e até o Facebook, o preço inicial já se tornou uma miragem. E os analistas dizem que a sorte vai continuar a sorrir ao LinkedIn. O que torna esta rede social diferente das outras?
Os analistas acreditam que, apesar da valorização, a tendência continuará a ser positiva. Entre os 25 bancos de investimento consultados pela Bloomberg, apenas um recomenda "vender" as acções. Onze aconselham "manter" e a maioria - 13 - manda "comprar". O preço-alvo médio é de 130 dólares.
Um dos mais optimistas é o Goldman Sachs, que tem um "target" de 150 dólares. "Continuamos a achar que o LinkedIn negoceia a um preço razoável tendo em conta as perspectivas de crescimento. Achamos que a acção conta ainda com um potencial de subida considerável", diz o analista Heath Terry.
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A principal fonte de receitas do LinkedIn provém daquilo que a empresa chama "soluções de recrutamento", a cobrança pela afixação de anúncios, pesquisa de empresas ou candidatos e até pelo envio de mensagens. A empresa facturou mais de 100 milhões de dólares com este serviço só no primeiro trimestre, um aumento homólogo de 78%.
Cada vez maior importância tem também o serviço de subscrição, em que os utilizadores - sejam candidatos ou empresas - pagam um valor mensal para ter acesso a potencialidades adicionais no serviço, tais como a possibilidade de ver quem visitou o nosso perfil. O resto da receita vem daquela que é para outras redes sociais a única (ou quase exclusiva) fonte de receitas: a venda de conteúdos publicitários no ecrã e de "links" patrocinados.
Num mercado de trabalho cada vez mais global e fluído, o LinkedIn tem conseguido manter-se lucrativo e a crescer a um ritmo elevado. "Acreditamos numa trajectória de crescimento a prazo do LinkedIn, que consideramos ser uma das empresas fundamentalmente mais sólidas do sector da Internet", remata o analista da SIG.
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