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Portucel regista lucros de 54,8 milhões
A Portucel registou lucros de 54,8 milhões de euros no primeiro semestre, contra os 27 milhões de euros do período homólogo. A empresa explica que os lucros não são comparáveis devido à alteração de critérios nas amortizações. O volume de negócios aumento
A Portucel registou lucros de 54,8 milhões de euros no primeiro semestre, contra os 27 milhões de euros do período homólogo. A empresa explica que os lucros não são comparáveis devido à alteração de critérios nas amortizações. O volume de negócios aumentou 4,7% para os 529,5 milhões de euros.
Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a Portucel diz que cerca de 69% do volume de negócios foi gerado pelo papel e 24% pela pasta.
A evolução dos custos com o pessoal "foi negativamente afectada neste período pelo impacto do custo com os fundos de pensões e com a especialização, em 2006, dos custos estimados com a componente variável das remunerações", sublinha a mesma fonte esclarecendo que estes factores "mais do que compensaram a redução de custos verificada nas rubricas correntes".
Os custos neste período "foram ainda negativamente afectados por maiores custos com transportes, resultantes do grande agravamento verificado nos preços dos
combustíveis, assim como pelo registo de provisões extraordinárias, resultantes essencialmente de contingências fiscais relativas a situações ocorridas em anos anteriores", explica a empresa.
Neste contexto, o Grupo gerou um EBITDA consolidado de 149,1 milhões de euros, o que representa um crescimento de 21,9% face ao verificado no primeiro semestre de 2005.
O endividamento do Grupo registou uma redução de 158 milhões de euros face ao final do primeiro semestre de 2005, e de 72 milhões de euros no primeiro semestre de 2006.
"A capacidade de geração de caixa e uma gestão cuidadosa do fundo de maneio permitiram obter este resultado, sem prejuízo do pagamento de 40,3 milhões de euros de dividendos e dos investimentos realizados", sublinha a Portucel.
Para o segundo semestre "mantêm-se as preocupações e incertezas relativamente ao panorama económico internacional, condicionado por um acentuado arrefecimento da economia norteamericana e pela persistência de níveis de tensão muito elevados em regiões sensíveis do globo".
Estes factores "deverão continuar a influenciar negativamente os custos do petróleo e derivados, com repercussões directas nos custos de energia, logística e produtos químicos requeridos pela actividade do Grupo", explica a empresa.