Notícia
Lucros do BPI descem 20% no primeiro semestre (act.)
Sem a contribuição extraordinária sobre o sector bancário os lucros teriam descido 12,8%.
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O resultado líquido na actividade doméstica desceu 38,4% para os 31,8 milhões de euros, no final do primeiro semestre deste ano, enquanto na actividade internacional a redução foi de 1,1% para os 47,4 milhões de euros. O primeiro semestre do ano passado beneficiou de um ganho de 7,4 milhões de euros “relativo a uma correcção (diminuição) à estimativa de impostos a suportar pelo BFA com respeito ao exercício de 2009”.
Por outro lado, “a rendibilidade dos capitais próprios médios (excluindo reservas de reavaliação) afectos à actividade doméstica (ROE), ascendeu a 3,4%”. Já na actividade internacional, este indicador ascendeu a 30,1% no final de Junho de 2011.
Quanto à margem financeira, esta recuou 4,7% para os 305,1 milhões de euros.
Já o produto bancário aumentou 9,9% em relação ao período homólogo para os 603,9 milhões de euros, na sequência de um ganho de 74,2 milhões de euros relativos à recompra de duas emissões de obrigações próprias.
O banco destaca ainda a realização de dotações especiais para reformas antecipadas, no valor de 40 milhões de euros, e de imparidades, de cerca de 24 milhões de euros.
Já os custos diminuíram em 2,3% para os 331,8 milhões de euros, um valor que não incluiu os custos de 40 milhões de euros relacionados com as reformas antecipadas a concretizar na segunda metade deste ano.
O rácio crédito vencido a 90 dias situou-se nos 2,3%, enquanto o custo do risco de crédito é de 0,48%, o que compara com os 0,45% relativos ao mesmo semestre de 2010.
O BPI sublinha ainda que, face ao final de Junho do exercício anterior, o Core Tier I elevou-se de 8,1% para os 9,1%, enquanto o Tier I subiu de 8,6% para 9,6%.
O BPI é o primeiro dos quatro maiores bancos cotados nacionais a reportar as contas relativas aos primeiros seis meses deste ano.
As acções do BPI seguem a valorizar 1,29% para os 1,02 euros.