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Acionistas do Novo Banco aprovam dividendo de 225 milhões
Reunidos em Assembleia Geral, a Lone Star, o Estado e o Fundo de Resolução aprovaram a distribuição já anunciada de 225 milhões de euros em dividendos.
Os acionistas do Novo Banco aprovaram a proposta de distribuição de 224,6 milhões de euros em dividendos, anunciou a insittuição financeira em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A decisão foi tomada na Assembleia-Geral de acionistas que decorreu na sexta-feira, dia 21 de março.
"O dividendo reflete um rácio de pay-out de 60% do resultado gerado no segundo semestre de 2024", acrescenta o banco, cujo objetivo é manter esse rácio nos próximos anos.
O fundo norte-americano Lone Star, que tem 75% do capital, deverá receber 168,45 milhões de euros. O Estado, com 13,54%, encaixará 30,4 milhões. Os restantes 25,74 milhões serão transferidos para o Fundo de Resolução.
Esta será a primeira vez que o Novo Banco distribui dividendos desde que foi criado, em 2014. E é apenas a primeira de várias parcelas que pretende entregar aos acionistas, num valor total de 3,5 mil milhões de euros nos próximos anos.
A opção é possível devido ao fim antecipado do Acordo de Capital Contigente (CCA, na sigla inglesa), tornado possível depois de um entendimento entre os três acionistas.
Além destes 225 milhões de euros, a instituição prevê distribuir 1,1 mil milhões assim que tenha autorização do Banco Central Europeu. Estes valores vão ser entregues ainda antes da Oferta Pública Inicial que o banco quer lançar neste ano.
Adicionalmente, há outros 2,2 mil milhões de euros que o banco quer distribuir ao longo dos próximos «três anos. O valor consta do "guidance" do banco e inclui dividendos sobre os resultados, dividendos especiais e recompras de ações.
No caminho para o IPO, o CEO da instituição financeira tem-se desdobrado em reuniões com potenciais investidores. No início do mês esteve num roadshow em Londres e Nova Iorque no qual tinha mais de quatro dezenas de encontros agendados.
O Novo Banco obteve um lucro recorde de 744,6 milhões de euros em 2024, num aumento residual (0,2%) face ao ano anterior.