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Portugal é o sexto principal destino europeu de investimento direto estrangeiro
País subiu duas posições no ranking de países que mais atraem IDE na Europa e registou o maior crescimento em projetos de IDE entre os 10 principais países europeus. Fornecimento de serviços públicos, serviços empresariais e telecomunicações lideram novas apostas no IDE.
Em comparação com o "ranking" do ano passado, Portugal subiu duas posições entre os países que mais atraem IDE na Europa. No conjunto de 2022, o país conseguiu aumentar o número de projetos de IDE atraídos anualmente para 248, estando agora apenas atrás da França (1.259), Alemanha (832), Reino Unido (929), Espanha (324) e Turquia (321).
Em 2022, o número de projetos de IDE conseguidos por Portugal subiram 24%. Atrás de Portugal com as maiores subidas, aparecem a Polónia (23%) e a Turquia (22%). Por outro lado, registou-se um decréscimo de 4% no número de projetos de IDE que tem atualmente a Bélgica e uma ligeira queda de 1% na Alemanha.
A EY refere que, apesar de 2022 ter sido marcado pela guerra na Ucrânia e pela subida dos juros, esse contexto "não comprometeu a confiança dos investidores numa Europa forte, resiliente e altamente qualificada, com um forte aumento no número de projetos de IDE na maioria dos países". E, dado que Portugal acabou por ter uma das mais altas taxas de crescimento em 2022, houve um maior otimismo por parte do exterior em investir no país.
Em termos setoriais, os maiores aumentos em toda a Europa deram-se no fornecimento de serviços públicos, serviços empresariais e telecomunicações.
Dois terços dos investidores querem apostar em Portugal
Entre 2020 e 2022, a EY dá conta de que Portugal foi o quarto país europeu a atrair um maior número de projetos em Software e IT. "O país combina vários fatores de atratividade para setores orientados para a inovação e, hoje, tem sete unicórnios, mais do que Itália, Espanha e Grécia juntas, e uma das maiores empresas de Venture Capital do mundo (Sequoia Capital) considera que Lisboa e Porto são principais clusters para desenvolvimento de aplicações e pontos de acesso para talentos em servidores e nuvem", indica.
A EY diz que "os resultados do IDE, aliados a um maior crescimento económico, demonstram, não só a crescente atratividade e resiliência de Portugal, mas também a sua capacidade de realizar investimentos estrangeiros e inovadores, mesmo em tempos de turbulência global". Durante o próximo ano, 73% dos inquiridos pretendem investir em Portugal, face a 67% da média europeia.
A consultora alerta, no entanto, que o país precisa de "continuar a atrair investimentos que potenciem a prosperidade futura e que contribuam para a visão de futuro de Portugal: uma economia resiliente, baseada na inovação, na transformação digital e na sustentabilidade, princípios incluídos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) nacional".
Além disso, considera que o Governo deve continuar a apoiar "as indústrias mais afetadas pela instabilidade económica, com programas de financiamento de emergência e aumentando a atratividade do regime fiscal".