Notícia
Covid-19: Europa perto do número de contágios que tinha no pico da pandemia
A diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) alertou hoje que a Europa está perto de atingir o número de casos de covid-19 que registava no pico da pandemia, em março, dado os aumentos.
02 de Setembro de 2020 às 14:39
"O vírus não andou a dormir durante o verão, não tirou férias, e o que verificamos esta semana é que a taxa de notificação [de casos de covid-19] na União Europeia [UE] e no Reino Unido está agora nos 46 por 100 mil habitantes", observou Andrea Ammon.
Falando numa audição, por videoconferência, na comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu, em Bruxelas, a responsável observou que esta taxa "já esteve abaixo dos 15" por 100 mil habitantes, pelo que "existe um aumento" do número de infeções na Europa.
"Estamos a assistir a este aumento há já cinco semanas e, embora tenha sido um aumento mais lento do que o verificado em março, estamos quase a chegar aos números de março", avisou Andrea Ammon.
Acresce que "o número real de infeções é sempre superior às estatísticas oficiais", alertou a responsável, indicando que esta situação "não é exclusiva da covid-19" por se verificar nos surtos de doenças.
Ainda assim, a especialista sublinhou que "a situação epidemiológica nos países não é agora a mesma" que se verificava há seis meses, altura do pico da pandemia de covid-19 na Europa.
Isto porque, de acordo com Andrea Ammon, a taxa de notificação "depende de vários fatores", sendo "o mais relevante o número de testes que são feitos", área na qual também se registou um incremento, com mais deteções e rastreamento.
Mas apesar do aumento do número de testes, o que o ECDC verificou foi que "houve realmente mais infeções" nos últimos dias, segundo a diretora deste centro europeu, que o justificou com o total de casos positivos entre a população testada.
Andrea Ammon relaçou, também, que no início de agosto "eram os mais jovens que estavam a ser mais afetados", o que se demonstrava pelo baixo número de hospitalizações na Europa.
Porém, essa situação mudou: "Agora vemos que a população mais velha está a ser mais afetada, o que é demonstrativo de um aumento nos contágios".
A diretora do ECDC afirmou, ainda, que "não existe uma imagem homogénea na UE" relativa à pandemia.
Estas declarações são semelhantes às do chefe-adjunto do programa de doenças do ECDC, Piotr Kramarz, que em entrevista à agência Lusa publicada no passado disse que a Europa está a enfrentar, a duas velocidades, a pandemia de covid-19, com alguns países já a registar ressurgimentos do vírus, enquanto outros nem saíram da primeira vaga.
"O que estamos a verificar é um aumento do número de casos [...]. Estes números estão a aumentar em muitos países, têm vindo a aumentar em diferentes períodos de tempo, mas definitivamente [mais] nas últimas semanas", contextualizou Piotr Kramarz, aludindo às subidas acentuadas, nas últimas semanas, no número de casos diários em países como Itália, Espanha, França e Alemanha, que foram aliás os mais afetados desde o início da pandemia na Europa.
De acordo com o cientista, não se pode, porém, afirmar que esta é já a segunda vaga do novo coronavírus na Europa: "Alguns países, provavelmente, ainda nem saíram da primeira vaga, enquanto outros tiveram uma redução do número de casos e, agora, estão a assistir a um aumento".
Piotr Kramarz ressalvou, ainda assim, que o aumento do número de casos pode nem sempre significar o reaparecimento da covid-19, dado poder estar ligado ao incremento dos testes.
Falando numa audição, por videoconferência, na comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu, em Bruxelas, a responsável observou que esta taxa "já esteve abaixo dos 15" por 100 mil habitantes, pelo que "existe um aumento" do número de infeções na Europa.
Acresce que "o número real de infeções é sempre superior às estatísticas oficiais", alertou a responsável, indicando que esta situação "não é exclusiva da covid-19" por se verificar nos surtos de doenças.
Ainda assim, a especialista sublinhou que "a situação epidemiológica nos países não é agora a mesma" que se verificava há seis meses, altura do pico da pandemia de covid-19 na Europa.
Isto porque, de acordo com Andrea Ammon, a taxa de notificação "depende de vários fatores", sendo "o mais relevante o número de testes que são feitos", área na qual também se registou um incremento, com mais deteções e rastreamento.
Mas apesar do aumento do número de testes, o que o ECDC verificou foi que "houve realmente mais infeções" nos últimos dias, segundo a diretora deste centro europeu, que o justificou com o total de casos positivos entre a população testada.
Andrea Ammon relaçou, também, que no início de agosto "eram os mais jovens que estavam a ser mais afetados", o que se demonstrava pelo baixo número de hospitalizações na Europa.
Porém, essa situação mudou: "Agora vemos que a população mais velha está a ser mais afetada, o que é demonstrativo de um aumento nos contágios".
A diretora do ECDC afirmou, ainda, que "não existe uma imagem homogénea na UE" relativa à pandemia.
Estas declarações são semelhantes às do chefe-adjunto do programa de doenças do ECDC, Piotr Kramarz, que em entrevista à agência Lusa publicada no passado disse que a Europa está a enfrentar, a duas velocidades, a pandemia de covid-19, com alguns países já a registar ressurgimentos do vírus, enquanto outros nem saíram da primeira vaga.
"O que estamos a verificar é um aumento do número de casos [...]. Estes números estão a aumentar em muitos países, têm vindo a aumentar em diferentes períodos de tempo, mas definitivamente [mais] nas últimas semanas", contextualizou Piotr Kramarz, aludindo às subidas acentuadas, nas últimas semanas, no número de casos diários em países como Itália, Espanha, França e Alemanha, que foram aliás os mais afetados desde o início da pandemia na Europa.
De acordo com o cientista, não se pode, porém, afirmar que esta é já a segunda vaga do novo coronavírus na Europa: "Alguns países, provavelmente, ainda nem saíram da primeira vaga, enquanto outros tiveram uma redução do número de casos e, agora, estão a assistir a um aumento".
Piotr Kramarz ressalvou, ainda assim, que o aumento do número de casos pode nem sempre significar o reaparecimento da covid-19, dado poder estar ligado ao incremento dos testes.