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Reditus passa de lucros a perdas de 2,9 milhões em 2016

Nos primeiros nove meses do ano, a Reditus ainda estava com lucros. O último trimestre foi o responsável pela inversão de tendência, com a empresa a reportar prejuízos anuais.

Sofia A. Henriques/Negócios
01 de Maio de 2017 às 00:59
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A Reditus registou em 2016 um resultado líquido de 2,9 milhões de euros negativos, contra lucros de 264 mil euros no ano precedente, informou a empresa no seu relatório e contas divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

"O ano de 2016 foi marcado por uma alteração significativa no seio do grupo, ocorrida no último trimestre do ano", sublinha o documento da empresa que tem Pais do Amaral (na foto) como "chairman" e como seu principal accionista (25,6%; seguido do BCP, com 19,5%).

 

O destaque vai para o dia 4 de Novembro, quando a Reditus alienou a sua participada Roff - Consultores Independentes à empresa francesa GFI.  

 

"Esta alienação insere-se no reposicionamento estratégico do grupo Reditus, permitindo concentrar a sua actividade no ‘core business’ e acelerar o processo de reestruturação interna (operacional e financeiro), bem como criar as condições para a concretização do seu plano de negócios, assente no desenvolvimento das suas actividades de BPO e ITO nos mercados doméstico e internacional", sublinhou a empresa, destacando que os resultados de 2016 são, assim, comparados com os valores reexpressos, referentes ao ano de 2015.

 

Os proveitos operacionais ascenderam a 44,9 milhões de euros, o que correspondeu a uma queda de 23,2% face ao período homólogo. Para tal contribuiu a contracção dos negócios no principal mercado africano e a manutenção de um contexto económico adverso no mercado doméstico, justificou a Reditus. Além disso, também o mercado doméstico pesou nesta rubrica.

 

"O negócio nacional contraiu 30,9% face a 2015 e as dificuldades no mercado internacional, designadamente no mercado africano, continuaram a verificar-se, provocando um impacto negativo nas receitas internacionais do grupo, que diminuíram 7,1% face ao mesmo período do ano anterior. As vendas internacionais representaram 39% do total das receitas, o que compara com 32% no ano anterior, mesmo tendo em consideração a saída da Roff do perímetro de consolidação", refere o documento.

 

Mas, para o ano corrente, a perspectiva é optimista. Em 2016, segundo a Reditus, "continuou a verificar-se um retardar na tomada de decisões de investimento por parte dos clientes", mas é "expectável a sua retoma durante 2017, com especial incidência para vários projectos no mercado internacional".

 

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) em 2016 foi de 2,8 milhões de euros, equivalente a uma margem EBITDA de 6,1%, ficando assim 5,7 pontos percentuais abaixo da margem de 11,8% atingida no período homólogo.

 

"De referir que o EBITDA consolidado de 2,8 milhões de euros foi afectado negativamente em cerca de 0,9 milhões de euros referentes a situações extraordinárias ‘one-off’, que registaram menos-valias no exercício. Ajustado destes custos, ter-se-ia alcançado um valor de 3,7 milhões de euros, ou seja uma margem EBITDA de 8,1%", frisa o relatório e contas.

 

A empresa tinha fechado os primeiros nove meses do ano com lucros de 288,2 mil euros, mais 1% do que no período homólogo de 2015. Por seu lado, as receitas apresentavam uma queda de 21,4% , já nessa altura devido sobretudo à contracção dos negócios no mercado africano.

 

No que diz respeito às perspectivas gerais para 2017, "apesar da previsão de uma ligeira retoma da economia, a Reditus continuará a operar num contexto de fragilidade económica, no âmbito nacional e internacional, pelo que a rentabilidade dos seus negócios manter-se-á como uma das principais prioridades do grupo".

 

"Assim, no mercado doméstico, a Reditus continuará focada no desenvolvimento de ofertas integradas, inovadoras e de maior valor acrescentado, reforçando as competências internas de forma a evitar a subcontratação externa e possibilitar a manutenção das margens de negócio. A nível internacional, a Reditus, fruto do seu posicionamento no mercado, tentará aproveitar o eventual espaço criado pela saída de algumas empresas do mercado angolano, em virtude da conjuntura adversa do mercado, e continuará à procura de oportunidades em projectos de Nearshore", salienta a empresa, que opera nas áreas de consultoria, tecnologias de informação e serviços.

 

Ao nível da sua oferta, a empresa diz que "vai continuar a apostar em soluções inovadoras baseadas na cloud, hiperconvergência e gestão de sistemas, bem como naquelas que potenciem de forma particular a sua oferta nos vários segmentos da sua actividade, como a automatização de processos por via da robotização e implementação de algoritmos self-learning".

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