Notícia
Sete países da UE contra reforma do mercado elétrico
Alemanha, Dinamarca, Países Baixos, Luxemburgo, Finlândia, Lituânia e Eslovénia enviaram uma carta à Comissão Europeia em que defendem uma reforma mais leve no mercado elétrico, ao contrário do que tem sido defendido por Espanha e França.
A Alemanha, Dinamarca, Países Baixos, Luxemburgo, Finlândia, Lituânia e Eslovénia enviaram uma carta conjunta à Comissão Europeia em que se posicionam a favor de uma reforma mais leve do mercado elétrico, em detrimento de alterações mais ambiciosas apresentadas pelos governo espanhol e francês, noticia o El Economista.
Os sete países do norte da Europa, liderados pela Dinamarca, explicam no documento enviado na segunda-feira que o atual desenho do mercado energético europeu tem permitido vários anos de baixos preços da eletricidade, bem como a expansão das energias renováveis. Ao mesmno tempo, indicam, tem assegurado que tem sido produzida energia suficiente para ir ao encontro da procura e impedir escassez desta matéria-prima.
"Devemos resistir à tentação de matar a 'galinha dos ovos de ouro' que o nosso mercado único para a eletricidade tem sido na última década", argumentou Lars Aagaard, ministro da energia da Dinamarca.
Estes Estados-membros da União Europeia admitem, no entanto, que há espaço para melhorias, particularmente depois da escalada dos preços da energia em 2022. Mas ressalvam que qualquer mudança tem de assegurar que o mercado ainda funciona e incentiva um forte investimento em energias renováveis.
"Qualquer reforma que vá para além dos ajustes direcionados ao atual quadro em vigor deve ser sustentada por uma análise profunda do impacto e não deve ser adotada numa altura de crise", pode ler-se no documento enviado à Comissão, visto pela Reuters.
Os sete países, onde se inclui a maior economia da UE, a Alemanha, apoiam uma ideia lançada pela Comissão com o objetivo de facilitar a escolha dos consumidores entre o mercado livre ou regulado.
Já face a uma sugestão, também da Comissão, de estender um imposto extraordinário temporário sobre as empresas que não sejam produtoras de gás, estes Estados-membros referem que "poderia comprometer a confiança dos investidores nos investimentos necessários". Como justificação estes sete membros citam estimativas da UE de que são necessários milhares de milhões de euros de investimento em energias renováveis para ajudar os 27 a deixaram de importar combustíveis provenientes da Rússia.
A carta surge numa altura em que outros países como Espanha e França procuram uma reforma mais radical. O Executivo de Pedro Sánchez propôs, inclusive, uma mudança para contratos de longa duração e de preço fixo, por forma a limitar os picos nos preços da energia.
Os sete países do norte da Europa, liderados pela Dinamarca, explicam no documento enviado na segunda-feira que o atual desenho do mercado energético europeu tem permitido vários anos de baixos preços da eletricidade, bem como a expansão das energias renováveis. Ao mesmno tempo, indicam, tem assegurado que tem sido produzida energia suficiente para ir ao encontro da procura e impedir escassez desta matéria-prima.
Estes Estados-membros da União Europeia admitem, no entanto, que há espaço para melhorias, particularmente depois da escalada dos preços da energia em 2022. Mas ressalvam que qualquer mudança tem de assegurar que o mercado ainda funciona e incentiva um forte investimento em energias renováveis.
"Qualquer reforma que vá para além dos ajustes direcionados ao atual quadro em vigor deve ser sustentada por uma análise profunda do impacto e não deve ser adotada numa altura de crise", pode ler-se no documento enviado à Comissão, visto pela Reuters.
Os sete países, onde se inclui a maior economia da UE, a Alemanha, apoiam uma ideia lançada pela Comissão com o objetivo de facilitar a escolha dos consumidores entre o mercado livre ou regulado.
Já face a uma sugestão, também da Comissão, de estender um imposto extraordinário temporário sobre as empresas que não sejam produtoras de gás, estes Estados-membros referem que "poderia comprometer a confiança dos investidores nos investimentos necessários". Como justificação estes sete membros citam estimativas da UE de que são necessários milhares de milhões de euros de investimento em energias renováveis para ajudar os 27 a deixaram de importar combustíveis provenientes da Rússia.
A carta surge numa altura em que outros países como Espanha e França procuram uma reforma mais radical. O Executivo de Pedro Sánchez propôs, inclusive, uma mudança para contratos de longa duração e de preço fixo, por forma a limitar os picos nos preços da energia.