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Galp em "conversações avançadas" para erguer unidade de lítio
A aposta no lítio vai passar sobretudo pelo processamento químico.
Estes planos foram divulgados na apresentação do plano estratégico que se estende até 2025, que decorre esta quarta-feira, 2 de junho, no âmbito do Capital Markets Day.
O CEO da Galp salienta que o foco da empresa, no que diz respeito ao lítio, não é a mineração, mas sim o processamento. Na Europa, aponta, "não existem unidades de processamento de hidróxido de lítio", num continente onde a procura deverá chegar às 400 quilotoneladas.
A unidade da Galp prevista deverá ter uma capacidade de 25 quilotoneladas LCE (lithium carbon equivalent) até 2025. Contudo, o CEO ressalva que espera acelerar os investimentos na área de Novas Energias, que inclui tanto o lítio como o hidrogénio, na segunda metade da década. Para já, este segmento capta 5% dos investimentos.
Andy Brown afirmou ainda que a petrolífera está também em discussões no campo da extração mineira, com uma mina em Portugal. Isto depois de a Savannah Resources, que detém os direitos de exploração da mina do Barroso, em Boticas, ter anunciado esta terça-feira, em comunicado, que o acordo com a Galp expirou.
O acordo de princípio, assinado em janeiro, entre a Savannah e a Galp, previa que a petrolífera passasse a ser detentora de 10% do capital da subsidiária portuguesa da Savannah que detém a concessão da Mina do Barroso, por 6,4 milhões de dólares. O montante deveria financiar o estudo de viabilidade da exploração da referida mina.
(Notícia em atualizada às 14:41)