Notícia
Ucrânia denuncia ataque da Rússia e captura de três dos seus navios na Crimeia
Segundo a marinha ucraniana, dois dos seus elementos ficaram feridos durante as operações russas.
Moscovo ainda não reagiu às acusações de Kiev, mas as agências noticiosas do país falam de uma "provocação" ucraniana. Os incidentes que culminaram com o ataque russo iniciaram-se na manhã deste domingo depois de três navios ucranianos terem sido impedidos pela Rússia de entrar no mar de Azov através do estreito de Kerch, colocando um cargueiro ao largo de uma ponte controlada pelas forças russas.
A 11 de Março de 2014, o parlamento da República Autónoma da Crimeia adoptou uma declaração de independência, visando separar-se da Ucrânia antes de realizar um referendo, e cinco dias depois uma maioria significativa de eleitores votou a favor da independência da Crimeia face à Ucrânia e a favor de sua integração na Rússia.
Após o referendo, os eleitores da Crimeia votaram formalmente pela separação da Ucrânia e pela integração na Federação Russa, mas a legitimidade e legalidade da votação foi rejeitada pelo governo da Ucrânia e pela maioria da comunidade internacional, com poucas excepções.
Sete dias mais tarde, o presidente da Rússia, o primeiro-ministro da Crimeia e o presidente da câmara de Sebastopol (cidade situada na península da Crimeia, que mantinha um estatuto diferenciado, como cidade independente, mesmo quanto estava vinculada à Ucrânia) assinaram em conjunto um acordo para que a Crimeia e Sebastopol passassem a fazer parte, oficialmente, da Federação Russa.