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Carros de combate a incêndios chegaram sem potência para apagar fogos

Dezenas das 80 “pick-ups” encomendadas pelo Governo para serem usadas pelo GIPS, num investimento de 2,2 milhões de euros, chegaram com motobombas desadequadas, noticia o Expresso. Estes veículos devem ser os primeiros a chegar às ocorrências. Governo desmente.

Vítor Mota/Correio da Manhã
28 de Julho de 2018 às 10:15
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Há mais uma acha para a fogueira da polémica do combate aos incêndios: dezenas de novas viaturas de combate aos fogos que foram encomendadas para o GIPS (Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro) chegaram com defeito, não podendo ser utilizadas.

 

Apresentadas publicamente com pompa e circunstância pelo Governo, no início deste mês, foi entretanto detectado que parte das viaturas estava equipada com motobombas de potência inferior à exigida pelo caderno de encargos, noticia o semanário Expresso, na edição deste sábado, 28 de Julho.

 

"As viaturas não podem ser utilizadas e foram recolhidas para se proceder à substituição das motobombas", confirmou César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, citado pelo Expresso.

 

Resumidamente, explica o semanário, como a potência motobombas é inferior à prevista, a água lançada pelas mangueiras não chega tão longe nem com tanta força, o que dificulta a extinção do incêndio e obriga os militares a aproximarem-se da frente de combate.

 

Os veículos desta encomenda de 80, num investimento de 2,2 milhões de euros, são fornecidos por duas empresas, sendo que a deficiência "apenas se encontra nas viaturas de uma dada marca", adianta o expresso

 

As Viaturas Ligeiras de Combate a Incêndios (VLCI) são os chamados veículos rápidos, que devem ser os primeiros a chegar às ocorrências. Transportam equipas de quatro elementos e têm um depósito de 500 litros de água, além de carregarem outro material de sapador.

Governo "não confirma qualquer anomalia nas viaturas"

 

Na sequência da notícia do Expresso, o Ministério da Administração Interna (MAI) emitiu um comunicado na manhã deste sábado para dizer que "não confirma qualquer anomalia nas viaturas".

 

"Já foram entregues à GNR, este ano, todos os 88 veículos ligeiros de combate a incêndios e seis veículos pesados de combate a incêndios, de um lote de 16. Os restantes 10 serão entregues no início de Agosto", adianta o MAI.

 

Garante, ainda, que "todas as viaturas entregues já se encontram empenhadas na actividade operacional do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), e estão plenamente operacionais".

 

Sublinha também que "os contratos das viaturas do GIPS são celebrados entre a GNR e fornecedores e não pela Autoridade Nacional de Protecção Civil". De resto, conclui, "os contratos prevêem penalidades para situações de incumprimento".

(Notícia actualizada às 10:40 com a reacção do Ministério da Administração Interna)

 

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