Notícia
Medina opõe-se aos critérios do Governo que travam desconfinamento em Lisboa
O autarca lisboeta, eleito pelo PS, sublinha que a atual matriz de risco "foi definida quando o estado da vacinação era muito mais atrasado do que é hoje".
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, defende que não faz sentido que o desconfinamento em Lisboa mantenha as mesmas limitações, numa altura que mais de 30% dos habitantes estão vacinados.
"Na minha opinião devem ser avaliados os critérios para os recuos no desconfinamento", afirma Medina, numa entrevista à Renascença e ao jornal Público.
O autarca socialista sublinha que a atual matriz de risco "foi definida quando o estado da vacinação era muito mais atrasado do que é hoje". E entende que, desta forma, "não podemos ter um nível de condicionamento da vida económica e social exatamente nos mesmos termos".
Confrontado com a hipótese de os cuidados intensivos e a vacinação passarem a ser tdos em conta na matriz, Medina concorda: "Claro. Aliás, eles é que vão ditar a severidade da pandemia".
Para o líder da autarquia da capital existem hoje "duas armas" que não existiam há um ano - a vacinação e a testagem em massa - que devem ser tidas em conta.