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Juros portugueses sobem pela quarta sessão após rápido alívio da DBRS

Os juros da dívida portuguesa a dez anos já atingiram o valor mais alto em mais de duas semanas, enquanto os alemães negociaram em máximos de Maio.

28 de Outubro de 2016 às 17:19
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A DBRS teve um efeito de curta duração na negociação da dívida portuguesa. Depois do alívio registado na segunda-feira – após a DBRS ter mantido o rating de Portugal num patamar de investimento – os juros das obrigações nacionais subiram esta sexta-feira, 28 de Outubro, pela quarta sessão consecutiva.

A ‘yield’ associada à dívida a dez anos avançou 5,4 pontos base para 3,338%, tendo chegado a disparar até aos 3,401%, o valor mais elevado desde 12 de Outubro. No prazo a cinco anos, o agravamento foi de 6,2 pontos base para 1,877%.

A tendência estendeu-se à generalidade dos países da Zona Euro, onde a subida dos juros se acentuou depois da divulgação dos dados sobre a inflação na Alemanha. Segundo as estimativas do Destatis, harmonizadas com a União Europeia,  a taxa de inflação na Alemanha aumentou 0,7% em Outubro face ao período a igual período do ano passado, o ritmo de crescimento mais elevado desde Outubro de 2014.

Dado o peso da Alemanha no conjunto da Zona Euro, e a relação entre a evolução da inflação e a manutenção das medidas não convencionais do BCE, a subida dos preços na maior economia da Europa torna mais provável a aproximação da inflação à meta de 2% do BCE e, consequentemente, a redução dos estímulos.

Em Espanha, os juros associados às obrigações a dez subiram 3,4 pontos para 1,231% e, em Itália, avançaram 5,3 pontos para 1,585%.

Dívida alemã com pior mês desde 2013

A dívida alemã deverá completar, em Outubro, o seu pior mês desde 2013, devido à crescente especulação de que os grandes bancos centrais estão mais próximos de reduzir os estímulos. 

Contrariando a tendência dos parceiros do euro, a ‘yield’ das bunds germânicas a dez anos desceu 0,3 pontos para 0,167%. Ainda assim, os juros chegaram a tocar nos 0,217% esta sexta-feira, o valor mais alto desde o início de Maio. A 6 de Julho, a ‘yield’ atingiu o valor mais baixo de sempre, nos -0,205%.

Luis Maria Linde, membro do conselho do BCE, admitiu esta quinta-feira que "há uma discussão em curso" sobre a redução gradual do programa de compra de activos "porque não podemos ir de um certo valor a zero, em 24 horas".

Ainda assim, o também governador do Banco de Espanha garantiu que as medidas não convencionais só serão retiradas quando "a situação normalizar", ou seja, quando a taxa de inflação se aproximar da meta de 2% do banco central. 
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