Opinião
Especial - Verão leve e fresco
Nada como um fim-de-semana passado no éden da Sonae e do grupo Jerónimo Martins.
1 - DESTINOS DE VERÃO: HIPERMERCADOS
Nada como um fim-de-semana passado no éden da Sonae e do grupo Jerónimo Martins. Desde que abrem aos domingos, os hipermercados são um dos meus destinos de férias favoritos. Ao domingo já podemos juntar a família toda e ir ver prateleiras de produtos brancos importados. Finalmente, temos uma alternativa para o fim-de-semana em lugar das montras de lojas do centro comercial (acaba por ser monótono. As montras quase não variam de uma semana para a outra). Os hipermercados são outro mundo - até têm semanas dedicadas a produtos diferentes. É com elevada expectativa que se parte com a família para ir passar o domingo ao supermercado sem saber o que nos espera - será a semana do espadarte ou o dia do queijo serrano? No hipermercado, temos mar e campo, com um palito espetado, à nossa espera. E se formos passear para a praia é muito raro vir alguém com patins oferecer douradinhos. Para quê pagar uma SCUT, se pago o mesmo de parque de estacionamento e tenho o carro parado e não gasto gasolina? Que interesse tem levar os miúdos a conhecer uma quinta, se não há um "poster" que explique que partes da vaca são boas para comer? E mesmo para os solteiros - há coisa mais excitante que ir para a secção dos congelados ver mamilos? Acho que chegou a altura de investir nos hipermercados como destino de férias. E é o verdadeiro ir para fora cá dentro, porque, como as grandes cadeias de hipermercados fazem parte dos maiores importadores do nosso país, acaba por ser como ir para o estrangeiro porque temos dificuldade em encontrar produtos portugueses. "Vá para os supermercados cá dentro" - vale a pena ir de Lisboa a Guimarães só para ir conhecer o Jumbo da cidade berço e visitar a Modalfa. Ou ir a Évora, só para conhecer a secção de detergentes do Continente da Zona Industrial. E para acabar, ir à Madeira, só para passar um dia na SportZone (e outro na Worten) do Funchal a comprar coisas enquanto imagina como, lá fora, deve estar tão feio o pôr-do-sol. São mais de dois mil metros quadrados a descobrir e gostava de ver se, para além dos Jerónimos, há mais monumentos que se possam gabar disso. No futuro, os museus também deviam pertencer aos hipermercados. Tal como fazem com os pescadores e os produtores agrícolas, os donos dos hipermercados também deviam comprar arte por atacado aos artistas. Se tivéssemos a semana do Neoexpressionismo , no mesmo espaço que a quinzena da rabadilha, já havia tempo para tudo e o hipermercado era o paraíso na terra mais próximo de si.
2 - FRASES PARA ESTAMPAR NA TOALHA DE PRAIA
1- vou apostar na criação de pirilampos
2- só tenho dinheiro para 204 volts
3- jantei sopa de letras e sopa de números e evacuei uma fórmula para a TSU
4- que saudades dos jovens de "Reviver o passado em Brideshead"
5- se houvesse um assalto à FNAC aposto que eu calhava na fila mais lenta do gamanço
6- quero um debate entre o ministro das Finanças e o ruído do estômago dos portugueses
7- por causa da crise , devia ser : "cinzento, código, cinzento".
8- Santa Kasa - saiu a terminação a Santana Lopes!
9- as substituições do Jorge Jesus são o novo Roberto
10- "Temos de combinar" é a melhor forma de adiar
3 - ADIVINHA DA SEMANA
O que é que obtém se se juntar uma cirrose com umas casinhas? Chão de Lagoa
4 - OS MAIS PODEROSOS MAIS SINISTROS
5º - Pedro Leandro , "Director comercial" do Pingo Doce
O "director comercial" do Pingo Doce, Pedro Leandro, é sinistro. Entra pela TV da nossa casa (e sem nunca piscar os olhos ) usa a psicologia invertida e com ar desafiador, e cínico, diz: "se quer comprar produtos em promoção vá à concorrência, mas se quer…" voltar a ver os seus filhos com vida venha aqui. Ó Pedro Leandro, vai-te lixar! Não me metes medo, só me arrepias.
Sei bem que tu não és director comercial coisa nenhuma. Tu nem sequer és uma pessoa. És um "cyborg" da Jerónimo Martins. E não penses que me hipnotizas porque eu sei que esse tom de olhos é feito com as lâmpadas para mosquitos da peixaria. Aposto que a mão do Pedro Leandro é uma balança para legumes. E não gosto do brilho nos olhos quando ele diz: cabaz. Acabem com isso.
Nada como um fim-de-semana passado no éden da Sonae e do grupo Jerónimo Martins. Desde que abrem aos domingos, os hipermercados são um dos meus destinos de férias favoritos. Ao domingo já podemos juntar a família toda e ir ver prateleiras de produtos brancos importados. Finalmente, temos uma alternativa para o fim-de-semana em lugar das montras de lojas do centro comercial (acaba por ser monótono. As montras quase não variam de uma semana para a outra). Os hipermercados são outro mundo - até têm semanas dedicadas a produtos diferentes. É com elevada expectativa que se parte com a família para ir passar o domingo ao supermercado sem saber o que nos espera - será a semana do espadarte ou o dia do queijo serrano? No hipermercado, temos mar e campo, com um palito espetado, à nossa espera. E se formos passear para a praia é muito raro vir alguém com patins oferecer douradinhos. Para quê pagar uma SCUT, se pago o mesmo de parque de estacionamento e tenho o carro parado e não gasto gasolina? Que interesse tem levar os miúdos a conhecer uma quinta, se não há um "poster" que explique que partes da vaca são boas para comer? E mesmo para os solteiros - há coisa mais excitante que ir para a secção dos congelados ver mamilos? Acho que chegou a altura de investir nos hipermercados como destino de férias. E é o verdadeiro ir para fora cá dentro, porque, como as grandes cadeias de hipermercados fazem parte dos maiores importadores do nosso país, acaba por ser como ir para o estrangeiro porque temos dificuldade em encontrar produtos portugueses. "Vá para os supermercados cá dentro" - vale a pena ir de Lisboa a Guimarães só para ir conhecer o Jumbo da cidade berço e visitar a Modalfa. Ou ir a Évora, só para conhecer a secção de detergentes do Continente da Zona Industrial. E para acabar, ir à Madeira, só para passar um dia na SportZone (e outro na Worten) do Funchal a comprar coisas enquanto imagina como, lá fora, deve estar tão feio o pôr-do-sol. São mais de dois mil metros quadrados a descobrir e gostava de ver se, para além dos Jerónimos, há mais monumentos que se possam gabar disso. No futuro, os museus também deviam pertencer aos hipermercados. Tal como fazem com os pescadores e os produtores agrícolas, os donos dos hipermercados também deviam comprar arte por atacado aos artistas. Se tivéssemos a semana do Neoexpressionismo , no mesmo espaço que a quinzena da rabadilha, já havia tempo para tudo e o hipermercado era o paraíso na terra mais próximo de si.
2 - FRASES PARA ESTAMPAR NA TOALHA DE PRAIA
1- vou apostar na criação de pirilampos
2- só tenho dinheiro para 204 volts
3- jantei sopa de letras e sopa de números e evacuei uma fórmula para a TSU
4- que saudades dos jovens de "Reviver o passado em Brideshead"
5- se houvesse um assalto à FNAC aposto que eu calhava na fila mais lenta do gamanço
6- quero um debate entre o ministro das Finanças e o ruído do estômago dos portugueses
7- por causa da crise , devia ser : "cinzento, código, cinzento".
8- Santa Kasa - saiu a terminação a Santana Lopes!
9- as substituições do Jorge Jesus são o novo Roberto
10- "Temos de combinar" é a melhor forma de adiar
3 - ADIVINHA DA SEMANA
O que é que obtém se se juntar uma cirrose com umas casinhas? Chão de Lagoa
4 - OS MAIS PODEROSOS MAIS SINISTROS
5º - Pedro Leandro , "Director comercial" do Pingo Doce
O "director comercial" do Pingo Doce, Pedro Leandro, é sinistro. Entra pela TV da nossa casa (e sem nunca piscar os olhos ) usa a psicologia invertida e com ar desafiador, e cínico, diz: "se quer comprar produtos em promoção vá à concorrência, mas se quer…" voltar a ver os seus filhos com vida venha aqui. Ó Pedro Leandro, vai-te lixar! Não me metes medo, só me arrepias.
Sei bem que tu não és director comercial coisa nenhuma. Tu nem sequer és uma pessoa. És um "cyborg" da Jerónimo Martins. E não penses que me hipnotizas porque eu sei que esse tom de olhos é feito com as lâmpadas para mosquitos da peixaria. Aposto que a mão do Pedro Leandro é uma balança para legumes. E não gosto do brilho nos olhos quando ele diz: cabaz. Acabem com isso.
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