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Hedge funds têm maior retorno desde 2013 mas abaixo do mercado
Os hedge funds, que são das entidades que cobram das comissões mais altas no mercado, podem ver-se pressionados a baixar os valores cobrados face às possíveis comparações.
Os hedge funds preparam-se para fechar o ano com maiores retornos desde 2013 mas, ainda assim, ficam atrás da generalidade do mercado.
Esta indústria ofereceu retornos de 8,5% no ano, os mais elevados em seis anos. Mas, lado a lado com outro tipo de investimentos, estes fundos de cobertura de risco ficam mal na fotografia. O índice nova-iorquino de referência S&P500 entregou ganhos de 29,1% aos investidores, enquanto o mercado norte-americano de obrigações, de acordo com o índice Bloomberg Barclays, deu um retorno de 14,5%.
Dois dos maiores hedge funds, o Citadel de Ken Griffin e o Point72 de Steven Cohen, devem atingir retornos de dois dígitos, ainda assim inferiores aos do S&P500: 16,7% e 13,3%, respetivamente. No lado oposto do espectro estão nomes como o Odey European, que caiu 19% no conjunto de 2019.
Os hedge funds, que são das entidades que cobram das comissões mais altas no mercado, podem ver-se pressionados a baixar os valores cobrados face às possíveis comparações.
Levantam-se ainda outras questões quando se tem em conta que o desempenho inferior não se verificou apenas ao longo deste ano, que foi positivo, na generalidade, para os mercados.
Também em 2018, quando houve o chamado "sell-off" – a venda generalizada de títulos e, portanto, quebras alargadas – os hedge funds apresentaram resultados abaixo dos do mercado, apesar de terem a hipótese de apostar na queda (as chamadas posições curtas - os "shorts").