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Fecho dos mercados: China anima bolsas e petróleo. Alumínio dispara com apuros da Rusal

As bolsas do Velho Continente estiveram a ser sustentadas pelo tom conciliador do presidente chinês, o que cria a expectativa de que as tensões comerciais com os EUA sejam resolvidas.

Reuters
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Os mercados em números

PSI-20 avançou 0,49% para 5.475,84 pontos

Stoxx 600 somou 0,74% para 378,08 pontos

S&P 500 avança 1,72% para 2.658,20 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 4 pontos base para 1,736%

Euro sobe 0,13% para 1,2337 dólares

Petróleo escala 2,81% para 70,58 dólares por barril em Londres

 

Bolsas europeias sobem com alívio de tensões comerciais

As bolsas do Velho Continente encerraram em alta, a beneficiar do alívio dos receios em torno das fricções EUA-China. A posição demonstrada por Xi Jinping de abertura do mercado chinês a empresas estrangeiras está a elevar a expectativa dos investidores em torno de um acordo que trave a disputa comercial entre Washington e Pequim, evitando assim uma guerra comercial. Este contexto esteve a animar a negociação dos investidores, que voltam a apostar em activos de risco. O Stoxx 600 somou 0,74% para 378,08 pontos.

Por cá, o PSI-20 acompanhou a tendência dos principais congéneres europeus e fechou a ganhar 0,49% para 5.475,84 pontos, com o BCP e a Galp a apreciarem 1%. O banco liderado por Nuno Amado subiu 1,06% para 0,2755 euros. Já a petrolífera ganhou 1,01% para 16,025 euros.

 

Juros sobem na Europa

As taxas de juro subiram na generalidade dos países europeus. Por cá, as "yields" das obrigações a 10 anos [que é o vencimento de referência] somaram 4 pontos base para 1,736%. Já a taxa de juro implícita na dívida a 10 anos de Espanha avançou 2,8 pontos base para 1,266%, ao passo que a taxa das bunds alemãs a 10 anos subiu 1,4 pontos base para 0,519%. Em Itália, os juros de referência somaram 2,7 pontos base para 1,799%.

 

Euribor mantêm-se a 3 e 12 meses, caem a 6 e sobem a  9 meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou a fixar-se em -0,329%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%. Já a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, desceu 0,001 pontos para -0,271%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,279%, registado pela primeira vez a 31 de Janeiro.    

A nove meses, a Euribor subiu 0,001 pontos para -0,220%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,224%, registado pela primeira vez a 27 de Outubro do ano passado. No prazo a 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez a 5 de Fevereiro de 2015, manteve-se em -0,191%, menos 0,001 pontos e contra o actual mínimo de sempre, de -0,194%, verificado pela primeira vez a 18 de Dezembro passado.

 

Dólar ganha contra o iene e Nowotny dá alento ao euro

A nota verde está a ganhar terreno face ao iene, animado pelas declarações do presidente chinês, Xi Jinping, que hoje prometeu abrir mais a economia do país e reduzir as tarifas à importação de produtos como automóveis, num discurso conciliador que ajudou a aliviar os receios de uma guerra comercial com os Estados Unidos.

No entanto, face ao euro, a nota verde não mantém a tendência de subida. Isto porque a moeda única europeia está a ser sustentada pelas declarações do austríaco Ewald Nowotny, membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu, que disse que é tempo de o BCE começar a endurecer a sua política monetária. O euro segue a ganhar 0,13% para 1,2337 dólares.

 

Petróleo retoma com China e Arábia Saudita

As cotações do petróleo seguem a negociar no verde, sustentadas pelo tom conciliador do presidente chinês, Xi Jinping, num discurso que intensificou a expectativa de que as tensões EUA-China sejam solucionadas. Além disso, a Arábia Saudita veio dizer que visa um patamar de 80 dólares por barril para o preço do "ouro negro", o que também animou os investidores.

No mercado nova-iorquino, o crude de referência West Texas Intermediate segue a ganhar 2,76% para 65,17 dólares por barril, e em Londres o Brent do Mar do Norte – que serve de referência às importações portuguesas – está a negociar nos 70,58 dólares com uma subida de 2,81%. O Brent chegou hoje a tocar nos 71,30 dólares, o valor mais alto desde 2014.  

 

Alumínio ganha com apuros da Rusal

Os preços do alumínio registaram o mais ganho de dois dias em mais de seis anos, devido aos receios de perturbações da oferta após a produtora russa Rusal ser alvo de um pacote de sanções aplicado pelos EUA no âmbito das tarifas aduaneiras impostas por Washington sobre as importações de aço e alumínio. As acções da Rusal têm estado a ser penalizadas desde ontem, tendo esta terça-feira afundado 8,7% em Hong Kong [depois de na segunda-feira caírem em torno de 50%], ao passo que outras produtoras deste metal industrial têm ganho terreno dada a expectativa de beneficiarem dos apuros da sua rival.

O metal segue a subir 0,5% para 2.150,50 dólares por tonelada em Londres, elevando para 6,5% os ganhos de ontem e hoje.

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