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Bolsa sobe pela quinta sessão a acompanhar ganhos da Europa

A praça portuguesa acompanhou a tendência positiva das bolsas mundiais, que estão a beneficiar com a expectativa de bons resultados da "earning season" que está a arrancar.

As bolsas mundiais viveram um período dourado de ganhos. Mas a chegada de 2018 inverteu a tendência de ganhos nos mercados financeiros globais. Após anos de máximos e com um nível de volatilidade crescente nos mercados, os especialistas recomendam maior cautela na hora de investir. A aposta recai em empresas de qualidade. 

'O foco continua a estar no crescimento do lucro por acção e nos nomes que podem entregar este crescimento a médio prazo', refere a Amundi. A gestora alerta para uma rotação no mercado para empresas de maior qualidade e realça que prefere empresas norte-americanas, devido ao ambiente de forte subida dos lucros e 'ao facto de os riscos relacionados com a regulação terem sido identificados e descontados [no valor das cotações]. A Pictet também aponta uma estratégia mais defensiva, identificando oportunidades no sector do consumo e da saúde, ao mesmo tempo que passou a assumir uma posição 'neutral' no sector financeiro, face aos riscos actuais.

'No bloco europeu, os sectores de telecoms e 'utilities' continuam a apresentar múltiplos de PER com o maior desconto face à mediana, sendo penalizados pela superior
alavancagem dos seus balanços', nota o BiG, no seu 'outlook' para o terceiro trimestre. O sector industrial, de cuidados de saúde e consumo são outros em que o banco vê oportunidades na Europa.
Reuters
10 de Julho de 2018 às 16:48
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A bolsa nacional fechou a subir pela quinta sessão consecutiva, em linha com o desempenho das principais bolsas europeias e norte-americanas.

 

O PSI-20 ganhou 0,34% para 5.661,81 pontos, com 11 cotadas em alta, seis em queda e uma sem variação. O índice português está agora a negociar máximos de meados do mês passado.

 

O momento positivo das bolsas está a ser justificado pelo optimismo dos investidores com a época de apresentação de resultados do segundo trimestre, já que se esperam números positivos, sobretudo nos Estados Unidos.

 

De acordo com a Reuters, as estimativas apontam para um aumento médio de 20% nos lucros, com as empresas norte-americanas a beneficiarem sobretudo com o corte de impostos promovido por Donald Trump e que tem o primeiro efeito total no primeiro trimestre deste ano. Só no sector financeiro o corte de impostos terá tido um impacto positivo de 5 mil milhões de dólares nas contas.

 

A Jerónimo Martins voltou a ser a cotada que mais impulsionou o PSI-20, continuando a recuperar das quedas sofridas recentemente, que levaram a cotação ao nível mais baixo desde 2016. As acções da retalhista valorizaram 0,87% para 12,695 euros.

 

A Galp Energia também contribuiu para a tendência positiva, acompanhando o sector energético europeu, já que o petróleo transacciona acima dos 74 dólares por barril em Nova Iorque e perto dos 80 dólares em Londres, devido à expectativa de descida dos stocks nos EUA. As acções da petrolífera ganharam 0,44% para 17,265 euros.

 

Ainda no sector energético, a EDP perdeu 0,06% para 3,49 euros e a EDP Renováveis valorizou 0,33% para  9,085 euros.

 

Entre os pesos pesados do PSI-20 só o BCP destoou, com as acções do banco ainda liderado por Nuno Amado a perderem 0,77% para 0,2574 euros.

 

O sector do papel também voltou a estar em destaque, com a Altri a tocar num novo máximo histórico (8,99 euros). Ontem, o Santander reiniciou a avaliação da cotada co-liderada por João Borges de Oliveira e Paulo Fernandes – CEO da Cofina, dona do Negócios –, avaliando a empresa em 10,50 euros, o que confere às acções um potencial de valorização próximo de 20%. As acções da Altri fecharam a subir 2,75% para 8,97 euros.

 

A Navigator subiu 0,59% para 5,10 euros e a Semapa cedeu 0,65% para 22,85 euros. A empresa liderada por Diogo da Silveira anunciou na segunda-feira que reformulou o projecto em Moçambique, que pressupõe um investimento de 220 milhões de euros.

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