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Grupo canadiano entra no capital da dona da Cerveja Quinas
O grupo canadiano Société d'Investissements Cabral entrou no capital da Domus Capital, dona da Cerveja Quinas, com uma participação de 15%, o que permitirá reforçar a presença internacional da marca, disse o presidente executivo da empresa portuguesa.
Em declarações à agência Lusa, um dos principais acionistas e presidente executivo da Domus Capital, Sérgio Duarte, explicou que o novo acionista e distribuidor da marca no Canadá é liderado pelo empresário português Emanuel A. Cabral, sendo que o acordo ficou fechado no início de julho.
Esta operação "vai permitir novos investimentos, como por exemplo, em novas referências e formatos" para a marca Quinas, afirmou.
O objetivo para o projeto Quinas é até ao final do ano ter presença em 24 países, contra os atuais 15, "o que implica um esforço financeiro a todo o momento", salienta Sérgio Duarte. Por isso, a abertura a um novo investidor é uma porta de entrada para a marca conseguir ocupar uma posição de destaque no mercado internacional.
A abertura da Domus Capital a investidores já fazia parte da estratégia de crescimento da marca criada em 2018, no Porto. Depois desta operação, continua a ter como acionistas maioritários os fundadores, Sérgio Duarte e Augusto Pinto.
Sérgio Duarte salientou que estar no mercado da cerveja obriga a constantes investimentos: "Alargámos o capital porque quanto mais cresce a empresa mais capital é necessário. O crescimento só será possível com a entrada de novos 'players' no nosso capital".
O presidente executivo da Domus detalhou que, para esta operação de alargamento da estrutura acionista, foi feita uma avaliação da marca por um auditor externo que a situou em 2,6 milhões de euros. Depois de negociar com o investidor, o gestor explicou que chegaram a "acordo para uma valorização de 1,5 milhões de euros para poderem entrar no projeto".
No início do ano, a empresa Armindo Sousa, que atua na área da manutenção e inovação industrial, adquiriu uma participação de 5% na marca.
"Temos tido algumas investidas no sentido do alargamento de capital. Poderá haver novas entradas, mas queremos consolidar o projeto", afirmou o gestor.
Quanto à estratégia de crescimento no exterior, Sérgio Duarte reiterou que o objetivo é ser "o 'player' nacional do setor cervejeiro com maior representação em número de países". Exemplo do prosseguir desta estratégia, é a recente entrada da marca na China, mas o gestor garante que, na calha, está também levar o negócio, num futuro próximo, para a Índia e Vietname.
Esta aposta no exterior faz com que 70% das vendas sejam feitas no exterior e 30% no mercado nacional, sendo que a tendência é aumentar o peso internacional.
Sérgio Duarte prevê terminar 2019 com uma faturação de cerca de 1,5 milhões de euros, o que significa quase triplicar o valor conseguido em 2018.