Notícia
Preços do aluguer de carros afundam 15% por excesso de oferta
Descida reflete o aumento do número de veículos disponibilizados pelas "rent-a-car" e a retração da procura. Setor fala em "pior ano de sempre", sem contar com a pandemia. Receitas foram eclipsadas pelo aumento dos custos, nomeadamente nos preços dos veículos, recursos humanos e combustíveis.
O preço a pagar pelo aluguer de um carro desceu 15% no ano passado, avança esta quinta-feira o Diário de Notícias. A descida reflete o aumento do número de veículos disponibilizados pelas "rent-a-car", que tem levado a uma excesso de oferta enquanto a procura, sobretudo de turistas, arrefeceu.
O desequilíbrio entre a oferta e a procura foi implacável com as receitas das empresas. "Foi o pior ano de sempre para o setor, excluindo o período da pandemia", diz o secretário-geral da Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor (ARAC), Joaquim Robalo de Almeida, sublinhando que, como fazer férias em Portugal ficou mais caro, "as rent-a-car são um dos primeiros serviços a ficar para trás".
As receitas da atividade registaram um crescimento ligeiro de 1,4%, para os 951 milhões de euros. Porém, segundo a ARAC, essas receitas acabaram por ser engolidas pelo enorme aumento dos custos nos preços dos veículos, recursos humanos, combustíveis, seguros e serviços complementares.